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Legislativas 2011

Louçã: "Quando Passos leva uma banana já Sócrates traz um cacho"

Louçã: "Quando Passos leva uma banana já Sócrates traz um cacho"

O coordenador do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, disse que "mais depressa se apanha um privatizador do que um mentiroso", recordando que "José Sócrates já previa a privatização das Águas de Portugal há 11 anos".

Francisco Louçã falou, quinta-feira à noite, num comício no Miradouro de São Pedro de Alcântara, em Lisboa, tendo dedicado parte do seu discurso às críticas sobre as privatizações em Portugal.

"Hoje mesmo soubemos que já estão a pensar numa segunda vaga de privatizações. Pedro Passos Coelho propôs - um pouco receoso como costuma fazer estas propostas - que se acrescentasse as Águas de Portugal à lista generosa do maior programa de privatizações num só ano da história de Portugal, que é o de José Sócrates", criticou.

O coordenador do BE salientou que se isto acontecer "as Águas de Portugal seriam, assim, a única empresa que organiza o sistema de águas, que à parte da Inglaterra, viria a ser privatizada na Europa".

"Mas Passos Coelho propõe. Só há na Inglaterra, subiram os preços na Inglaterra nos primeiros anos da privatização 46%, diminui o investimento, mas Passos Coelho propõe", sublinhou.

E Louçã acrescentou: "o que hoje soubemos é que quando Passos Coelho leva uma banana já José Sócrates traz um cacho e que José Sócrates já previa a privatização há 11 anos atrás".

"E andou a preparar um memorando com o ministro da altura para fazer integrar uma empresa de capitais maioritariamente privados - que é a EDP - mais o monopólio público que foi entretanto privatizado para entrar num terço das Águas de Portugal e começar um processo de privatizações", explicou.

O líder do Bloco adaptou assim uma expressão popular para criticar José Sócrates: "mais depressa se apanha um privatizador do que um mentiroso".

"Cá está José Sócrates, junto com Passos Coelho, com a mesma ideia: é bem público, é monopólio, dá dinheiro, é essencial para as pessoas. Privatiza, avante a privatização", apontou. "Já estamos a ver por onde é que o caminho das privatizações futuras vai seguindo. Segurança Social, Águas, sempre bens essenciais", enunciou.

Por isso, e segundo Francisco Louçã, "a grande batalha" que o partido "travará agora não é só falar com as pessoas, é como nunca falar com as pessoas". "Não é só trazer razões, é insistir nas razões como nunca. Mas é mais do que isso: é fazer a campanha das razões mais difíceis", declarou.

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