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Paulo Portas

Portas mostra-se como a chave de uma nova maioria

Portas mostra-se como a chave de uma nova maioria

Numa animada acção de rua em Vila Real, Paulo Portas comentou, hoje, sábado, o debate entre Sócrates e Passos Coelho com uma dupla intenção: demarcando-se da bipolarização, atacou o PS e foi deixando claro que uma solução governativa passará pelo CDS-PP.

"Pelo que me foi dito e pelo que li, fico bastante satisfeito que o primeiro-ministro não tenha ganho e, segundo alguns, tenha perdido", disse o líder do CDS, que antes esclarecera essa necessidade de falar em função dos testemunhos recebidos: "Não pude ver nem ouvir o debate, pois estava num comício do CDS, que, por sinal, correu muito bem".

Portas reportava-se ao jantar da véspera em Albergaria-a-Velha, no distrito de Aveiro, onde é cabeça-de-lista, e ganhou fôlego matinal na capital do distrito pelo qual concorre Pedro Passos Coelho. Mas quis sempre passar a imagem de que o CDS não irá a reboque dos outros, antes será a condição para que um novo Governo seja formado.

Fê-lo insistindo na ideia muito optimista em relação ao sufrágio de 5 de Junho, por exemplo, quando abordado por uma senhora que se dizia social-democrata, desde os tempos do PPD, mas esclarecia que o voto, desta vez, vai para o CDS. Respondeu Portas: "Faz uma boa opção, e pode ter a certeza de que vamos formar uma maioria".

Paulo Portas será - não há aí grande novidade - o político português que mais desinibido se mostra no contacto com as populações. É, neste contexto, um animal de palco. Mas não se limita a dar beijos e abraços. Cada ocasião serve para tocar um ponto do programa (a sedução dos professores, a quem quer restituir autoridade, é exemplo disso) ou, muito simplesmente, para transmitir a imagem que quer dele próprio. Assim fez, pondo-se a tocar bombo, sem denotar especial sentido rítmico, rematando com esta tirada: "Braço firme e tenacidade!".

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