Legislativas 2011

Portas recusa responder a "insultos" e prevê "remodelação de Sócrates"

Portas recusa responder a "insultos" e prevê "remodelação de Sócrates"

Paulo Portas responde aos "insultos" dizendo que não lhes responderá. Em campanha, ao fim da manhã desta segunda-feira, em Mondim de Basto, o líder do CDS-PP voltou a ser o Paulinho das feiras, mas a escolha das estruturas locais falhou.

Reportando-se a "algumas declarações de carácter insultuoso" proferidas na véspera, mas sem concretizar de onde saíram, Paulo Portas fez a declaração expectável, atendendo à postura que escolheu para este combate: "Eu sigo à risca, porque acredito, o pedido do presidente da República, para que todos tenham elevação e contenção nesta campanha. Nenhum insulto terá resposta minha, e esta é uma declaração que vale para toda a campanha".

"Os portugueses estão atentos, a ver com quem se preocupam os políticos: se com eles, os portugueses, se apenas uns com os outros", prosseguiu o líder centrista, argumentando que há duas formas de fazer campanha, e dizendo que opta pela primeira: "A campanha pode ser positiva, e com soluções, ou feita à base de ataques pessoais".

Em Mondim, o único concelho em terras de Basto que pertence ao distrito de Vila Real (Cabeceiras e Celorico pertencem à circunscrição de Braga), o objectivo era uma visita à feira local. Porém, a hora escolhida (a visita começou perto das 13h00) não foi a melhor. Com o Sol a bater forte, praticamente não havia fregueses, apenas os vendedores habituados a estes números em tempos eleitorais.

Daí que fiquem apenas as declarações sonantes, aquelas a que na gíria anglófona institucionalizada se chama "sound bytes", como esta, a propósito de o líder do PS ter admitido a possibilidade de ter Portas como ministro. Respondeu o presidente do CDS: "José Sócrates está a remodelar o Governo dele, e ainda o povo não votou, mas o povo vai remodelar o próprio José Sócrates".

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