Legislativas 2011

PCP não viabiliza governo que aplique políticas do memorando com a UE e FMI

PCP não viabiliza governo que aplique políticas do memorando com a UE e FMI

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, recusou esta terça-feira a possibilidade de viabilizar um novo governo que se proponha executar as políticas previstas no acordo de ajuda financeira da União Europeia e Fundo Monetário Internacional.

"Não peçam ao PCP para avalizar um programa de submissão e de agressão, porque é esse o conteúdo (do acordo de ajuda financeira)", disse o líder comunista.

"Para além da questão da composição, a questão da política que esse governo possa fazer para nós é uma questão primeira e crucial", disse Jerónimo de Sousa, deixando claro que o PCP só admite viabilizar um governo de esquerda e desde que o PS "rasgue" o compromisso assumido com a EU e com o FMI.

O secretário-geral do PCP, que falava aos jornalistas durante uma acção de propaganda à entrada da Autoeuropa, afirmou ainda que o "programa da 'troika' estrangeira é um programa de ferro, que na sua matriz, no plano económico, social, financeiro e das relações laborais, constitui de facto uma agressão aos trabalhadores portugueses".

Questionado sobre a possibilidade do presidente da República indigitar um primeiro-ministro que não pertença ao partido mais votado, Jerónimo de Sousa lembrou que "o principal decisor é o povo".

"Não é o presidente da República que decide qual será a solução. Obviamente que não posso dar palpites, porque ainda falta o decisor soberano decidir, ou seja, ainda falta o povo votar, escolher quem, em termos de correlação de forças, vai compor o próximo governo", disse.

"Mas há uma preocupação que temos, de facto, que é este programa comum que já existe em torno do PS, PSD e CDS. ER este programa comum pode, digamos, empurrar para soluções governativas, soluções institucionais que nos preocupam", concluiu.

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