Legislativas 2011

Providência cautelar do MEP reforça obrigação das TV a mais debates

Providência cautelar do MEP reforça obrigação das TV a mais debates

Uma nova providência cautelar interposta no Tribunal de Oeiras pelo Movimento Esperança Portugal (MEP) foi bem sucedida esta terça-feira e determina que as televisões tenham de organizar mais debates com todos os partidos que concorrem às legislativas de domingo.

Segundo o vice-presidente do MEP e segundo da lista de candidatos à Assembleia da República, Joaquim da Costa, "todos os partidos têm até às 12 horas de quarta-feira para confirmarem a sua disponibilidade para participar, cabendo depois às televisões agendar a programação".

"O modelo, com o qual o MEP já concordou, vai ser de debates de 20 minutos gravados previamente nos estúdios da RTP, por questões logísticas, e a serem transmitidos pelos três canais em simultâneo pouco depois dos respectivos telejornais. Penso que entre quarta, quinta e sexta-feira é possível realizá-los", disse à Lusa o dirigente do MEP.

Sexta-feira, o mesmo tribunal tinha ordenado às televisões generalistas a realização de mais debates, devido a uma providência cautelar apresentada pelo Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses/Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado (PCTP/MRPP), mas tinha indeferido acção semelhante do MEP, que apresentou outra providência cautelar no domingo à noite, desta feita no 2.º Juízo do Tribunal de Oeiras.

"Determino a organização pelas Requeridas (televisões) de debates televisivos na modalidade de frente a frente, a serem emitidos nos seus canais generalistas e de sinal aberto até às 24 horas de 3 de Junho de 2011, visando a participação de um representante do Requerente (MEP) e de participantes das restantes forças e partidos políticos concorrentes às eleições legislativas de 5 de Junho de 2011, na medida em que cada um destes últimos assim o deseje", lê-se na sentença de hoje à qual a Lusa teve acesso.

Entre 6 e 20 de Maio, uma série de 10 frente a frente foram realizados entre os líderes dos cinco partidos com assento parlamentar.

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