O Jogo ao Vivo

PS

Sócrates diz que país não precisa de "aventuras estouvadas"

Sócrates diz que país não precisa de "aventuras estouvadas"

O secretário-geral do PS defendeu, esta quinta-feira, durante o almoço comício em Beja, que Portugal precisa de "soluções moderadas" e de "segurança" e não de "aventuras estouvadas" e de radicalismos ideológicos".

"O país precisa de segurança e não de aventuras estouvadas. O país precisa de soluções realistas, de soluções que lhe permitam obter bons resultados, precisa de soluções prudentes e não precisa de radicalismos ideológicos daqueles que, por um lado, têm soluções que já não se viam há mais de 30 anos e, por outro lado, querem deixar tudo na mesma", declarou José Sócrates.

Neste contexto, o primeiro-ministro demissionário iniciou uma série de ataques ao PSD, responsabilizando este partido por ter aberto "uma crise política apenas por ambição de poder para abrir a porta ao projecto mais radical que a direita apresentou".

"Atacam tudo, dizem mal de tudo e agora nem sequer escapou o programa Novas Oportunidades", referiu.

Depois, acusou directamente Pedro Passos Coelho de ter atacado os formandos do programa Novas Oportunidades, dizendo que têm apenas "certificados à ignorância".

"Esse líder não sabe o que está a dizer, já vale tudo, é a política de terra queimada. Para eles, qualquer coisa que o Governo faça é criticável, deve ser destruído. Tudo o que o Governo fez para melhorar a vida dos portugueses foi mal feito, mas a esses que têm uma política de terra queimada e que não hesitam em insultar os portugueses apenas para atacar o Governo, faço apenas a pergunta: Ao longo da vida política dessas pessoas o que já fizeram para melhorar a vida dos portugueses?", questionou Sócrates.

Para o primeiro-ministro demissionário, "quem critica tem de ter autoridade moral de ter feito melhor do que agora se fez".

"É sempre possível melhorar e ir mais além, mas é inadmissível que, depois de um milhão de portugueses terem decidido voltar a estudar, alguém os insulte dizendo que eles não merecem essa oportunidade. Isso é puro preconceito social e o que eles querem que essas oportunidades sejam só para os ricos e não existam para aqueles que têm maiores dificuldades económicas", acrescentou.

Outras Notícias