Legislativas 2011

Passos dramatiza maioria absoluta e ataca Portas

Passos dramatiza maioria absoluta e ataca Portas

O líder do PSD pediu, pela primeira vez num discurso, maioria absoluta nas eleições de domingo, acenando com a hipótese de não ser possível haver coligação com o CDS-PP para o Governo.

"Há já quem diga que não sabe se quer ir para o Governo, se prefere ficar só a apoiar no Parlamento. Vale a pena esse risco?", perguntou, num almoço com apoiantes em Paços de Ferreira, numa referência indirecta a declarações de Paulo Portas, numa entrevista publicada pelo JN/DN, esta quinta-feira.

A declaração de Paulo Portas foi utilizada por Passos para dramatizar o pedido de maioria absoluta, que nunca tinha feito num discurso. "Não queremos no dia seguinte às eleições começar a pensar: 'Que diabo, não podíamos ter decidido melhor? Será que vai haver coligações? Eles sempre se vão entender?'", disse o líder do PSD, insistindo que "uma mudança a sério exige uma decisão a serio".

"A maioria grande, a maioria absoluta que tenho pedido aos portugueses, não é para eu ter a vida mais fácil se ganhar as eleições. Não é para ter um Governo mais confortado, não é sequer para poder dizer agora mando eu, agora vão ter de me aturar", disse Passos Coelho.

"A maioria clara que tenho pedido ao país é para termos a certeza que um Governo que não pode falhar seja um Governo forte, coerente e coeso", disse, insistindo que "temos de ter um Governo que todos os dias responda pelos objectivos que ficaram traçados e que garanta que o que é preciso fazer vai mesmo fazer-se".

Passos está entusiasmado com as sondagens que mostram o PSD a descolar do PS e já o assume em público. "Não escondo que noto, sinto, que estamos muito próximos de dar a Portugal a vitória grande que Portugal merece", disse.

A caravana do PSD está hoje no distrito de Porto. À tarde, haverá uma arruada na Rua de Santa Catarina e o dia termina com um comício na Praça D João I, no Porto.

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