Legislativas 2011

Passos: "É verdade que não estou preparado para arranjar emprego para os amigos"

Passos: "É verdade que não estou preparado para arranjar emprego para os amigos"

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, respondeu este domingo à acusação de que lhe falta experiência e preparação para ser primeiro-ministro, contrapondo que "é verdade" que não está "preparado para arranjar emprego para os amigos".

Num discurso perante apoiantes, num largo da Brandoa, no concelho da Amadora, Pedro Passos Coelho acrescentou que não está igualmente "preparado para gastar o dinheiro de Portugal em obras que não criam emprego nem dão rendimento a ninguém".

"Eu troco todos os TGV que o engenheiro Sócrates quer fazer para continuar a dar sustentação ao nosso Estado social, para garantir a saúde e a educação e o apoio social aos portugueses", afirmou o presidente do PSD.

Ainda em resposta àqueles que o acusam de ser inexperiente e impreparado, Passos Coelho apontou o caso de José Sócrates: "Andou a vida inteira a preparar-se para ser primeiro-ministro, que foi para o Parlamento em 1987, que depois de 95 foi secretário de Estado e ministro várias vezes. Não podíamos ter ninguém mais preparado e que tivesse falhado tanto o que era importante não falhar para Portugal".

"Deixem-me dizer-lhes: é verdade que eu não estou preparado para arranjar emprego para os amigos, que não estou preparado para gastar o dinheiro de Portugal em obras que não criam emprego nem dão rendimento a ninguém, eu não estou preparado para continuar a deixar Portugal de mão estendida a pedir, eu não estou preparado para continuar a engordar o Estado pondo os portugueses a fazer dieta e não colocando a austeridade no Estado gordo. Para isso, eu não estou preparado, é verdade", contrapôs.

Neste discurso, o presidente do PSD considerou que José Sócrates chefiou "nos últimos seis anos o mais incompetente Governo desde o Governo de abril", que deixou "700 mil desempregados" e levou Portugal à necessidade "de pedir ajuda externa".

Antes, Passos Coelho discursou na Amadora, num encontro com imigrantes, e prometeu às pessoas que o ouviam: "Se eu ganhar as eleições, como julgo que vou ganhar estas eleições, assistirão à maior transformação económica de que há memória em Portugal".