Legislativas 2011

Menezes apela ao voto útil e diz que só Passos tem "mãos limpas"

Menezes apela ao voto útil e diz que só Passos tem "mãos limpas"

O ex-líder do PSD, Luís Filipe Menezes, fez esta tarde, domingo, em Alcobaça, um forte apelo ao voto útil no PSD e lembrou que "só há um líder que está de mãos limpas em relação ao passado", num novo ataque ao líder do CDS, Paulo Portas.

"No espaço não socialista, só há um líder que está de mãos limpas em relação ao passado e que não tenha estado envolvido em imbróglios e em querelas menos agradáveis", disse o presidente da Câmara Municipal de Gaia, naquele que foi o segundo ataque deste domingo a Paulo Portas, desta vez num almoço com apoiantes num pavilhão gimnodesportivo em Alcobaça.

Esta manhã, tinha sido o presidente da Câmara das Caldas da Rainha, Fernando Costa, a lembrar os casos dos sobreiros e dos submarinos em que o líder do CDS está envolvido, num ataque que Passos Coelho tentou suavizar, lembrando que o único adversário do PSD nestas eleições é o Governo.

O ataque de Menezes seguiu-se a um claro apelo à convergência de votos no PSD. "Dispersar votos por outros partidos é fazer o jogo do engenheiro Sócrates. Cada voto que for para outro partido que não o PSD é fazer o jogo dos socialistas", disse, acusando Sócrates de uma governação "desastrada e incompetente".

Menezes foi mais longe nas críticas e lembrou que "até hoje só o doutor Salazar esteve mais anos no Executivo que o engenheiro Sócrates", a quem pediu que tenha "juízo" e "vergonha" pela situação a que conduziu o país.

Antes, já o líder do PSD tinha pedido aos eleitores que, a 5 de Junho, façam "um julgamento justo de um Governo que não merece o apoio do país" e que "deitou pela janela fora todo o apoio que lhe demos". Tal como fizera no comício da noite de sábado em, Almada, Passos lembrou que o país será avaliado, a cada três meses, pelas instituições internacionais que vão emprestar dinheiro a Portugal e que "temos que provar que somos dignos da confiança que eles nos deram".

"O país não pode falhar", disse, questionando que nestas condições "alguém queira arriscar a aventura de ter à frente do Governo quem sempre falhou em cada dia, em cada mês, em cada ano" e mostrando-se convicto de que "nestas eleições o país vai escolher mudar o Governo".

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