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Legislativas 2011

Passos Coelho acusa Sócrates de roçar o "terrorismo político"

Passos Coelho acusa Sócrates de roçar o "terrorismo político"

O líder do PSD diz ser absolutamente falso que o partido queira eliminar a taxa intermédia do IVA e acusou Sócrates de "roçar o terrorismo político" ao insistir em falar naquilo que não está no programa dos sociais-democratas.

"Aquilo que o primeiro-ministro nos acusou foi de querer acabar com o IVA intermédio para a restauração, que é absolutamente falso", afirmou Pedro Passos Coelho, no debate com o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, na TVI.

Segundo Passos Coelho, o PSD apenas defende que no âmbito da reestruturação do IVA os produtos e bens que estão sujeitos às taxas marginais do IVA podem ser "reclassificados".

O líder social-democrata deixou ainda duras críticas ao primeiro-ministro, considerando que, "ao insistir em comunicar aquilo que não está no programa do PSD", José Sócrates "roça em alguns aspectos o terrorismo político".

Acordo nas críticas ao PS

Ao longo de 45 minutos de debate na TVI, foram poucos os momentos em que Passos Coelho e Jerónimo de Sousa concordaram, com excepção dos ataques ao secretário-geral socialista, com Jerónimo de Sousa a resumir numa frase a sua avaliação à actuação do executivo liderado por José Sócrates: "nas críticas ao Governo do PS só se perdem aquelas que caem no chão".

Apesar do apoio nas críticas a José Sócrates, o secretário-geral do PCP não deixou, contudo, de 'apontar o dedo' ao PSD, considerando que os sociais-democratas não se podem desresponsabilizar da situação do país, lembrando que viabilizaram dois Orçamentos de Estado e os três primeiros PEC.

Por outro lado, acrescentou Jerónimo de Sousa, o PSD no seu programa eleitoral chega a ser "mais troikista que a troika", acusando os sociais-democratas de "oferecerem mais precariedade" em matéria de legislação laboral.

Um dos temas em que Passos Coelho e Jerónimo de Sousa mais divergiram foi em matéria de privatizações, com o secretário-geral do PCP a acusar o PSD de apresentar uma lista onde apenas consta "o bife do lombo", numa política que irá conduzir a uma "situação dramática".

O líder do PSD reiterou que nesta matéria o partido apenas defende que o Estado "se deve meter cada vez menos nos negócios", centrando a sua ação nas áreas sociais.

Pedro Passos Coelho assegurou ainda não ter feito nenhum convite para Governo, apesar de admitir já ter na sua cabeça "o que pode ser o bom Governo" que pode ser constituído.

Sobre a possibilidade de Eduardo Catroga integrar um futuro Governo do PSD, o líder social-democrata considerou que o economista "fez um trabalho excelente na coordenação do programa eleitoral", adiantando que é uma pessoa com quem conta: "é uma pessoa com quem já contei e com quem conto, com certeza".