Legislativas 2011

Passos Coelho: "O país não tem medo dos sacrifícios que vamos ter que fazer"

Passos Coelho: "O país não tem medo dos sacrifícios que vamos ter que fazer"

O líder do PSD defendeu, esta quarta-feira, num almoço com apoiantes em Oliveira de Azeméis, que "o país hoje não tem medo dos sacrifícios que vamos ter que fazer" porque "sabe que Portugal precisa de cumprir aquilo que acordou" com a troika.

"O povo português aprendeu o quando lhe custou essa lição, o preço da incúria, da ilusão, do disfarce, do faz de conta", disse Pedro Passos Coelho, convicto de que "o país sabe que vai ter que mudar de vida".

O líder do PSD voltou ao ataque ao Governo. "Aqueles que nos conduziram a esta situação, que pediram dinheiro em nosso nome, esses hoje pensam que somos nós que queremos castigar Portugal com demasiadas medidas difíceis e sacrifícios. Aqueles que andaram um ano inteiro a dizer que não precisávamos de ajuda para nada, esses são os que querem meter medo a Portugal, dizendo que é o PSD que vai castigar o país", disse, convicto de que, no próximo domingo, "o país vai escolher um voto de confiança e de esperança no futuro de Portugal".

Passos continua apostado no pedido de maioria absoluta. "Podemos encontrar uma solução frágil ou tomar uma decião de modo a salvar Portugal", alertou, lembrando que está em causa um projecto "para os próximos 15 ou 20 anos". "Depende dos portugueses o que vamos fazer nos próximos anos", avisou.

No almoço, discursou António Nogueira Leite, membro do Conselho Nacional do PSD, que fez um violento ataque a José Sócrates. Lembrando o recente episódio dos dois documentos assinados com a troika, o conselheiro económico de Passos acusou o primeiro-ministro demissionário de ter "um comportamento patológico de mentira permanente". "Nós não podemos ter como primeiro-ministro alguém que renega, que amofinha aquilo que assinou", disse.

No almoço participaram também vários autarcas do distrito de Aveiro, onde Passos hoje passa o dia de campanha. Hermínio Loureiro, presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis - a quem couberam, desta vez, as críticas ao líder do CDS-PP - disse que "os autarcas não podem ser vistos como o parente pobre da política, como caciques locais", disse, numa alusão a uma frase de Paulo Portas. "Os autarcas são o melhor exército para um primeiro-ministro reformista", disse. Passos cojncordou e disse que conta com o seu "apoio decisivo" para ajudar as famílias em dificuldades.

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