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Legislativas 2011

Passos: "Com esta liderança, PS é um problema para o país"

Passos: "Com esta liderança, PS é um problema para o país"

O presidente do PSD, Passos Coelho, afirmou que o primeiro-ministro, José Sócrates, é o responsável pela "maior tragédia de que há memória em Portugal" e que, "com esta liderança, o PS é um problema" para o país.

Durante um jantar com apoiantes, quinta-feira à noite, em Évora, Passos Coelho ressalvou que "a liderança do PS tem de ser respeitada enquanto tiver o apoio do PS, é o PS que decide", mas acrescentou: "Há uma consequência que é evidente, é que hoje, com esta liderança, o PS é um problema para Portugal, não está do lado da solução para o país".

O presidente do PSD recusou que esteja a pessoalizar esta campanha eleitoral: "Nós não estamos a fazer uma luta de galos. Isto não é um problema pessoal, isto é uma questão política. Não se brinca com o país, não se brinca com os bancos, não se brinca com as empresas, não se brinca com as associações, não se brinca com os portugueses".

"Não podemos pôr o país a fazer de figurante numa campanha eleitoral gigantesca que este Governo anda a preparar há seis anos no país, não se importando de conduzir o país à falência. A questão, portanto, é política. E hoje não sou só eu que o digo, toda a gente reconhece: não se consegue estabelecer um compromisso com quem falha tudo aquilo com que se acorda", acrescentou.

Passos Coelho referiu-se a José Sócrates como alguém "que se preparou a vida toda para ser primeiro-ministro, como deputado, secretário de Estado, ministro de várias pastas e, finalmente, primeiro-ministro, mas conduziu país ao maior fracasso e à maior tragédia de que há memória em Portugal".

E questionou que "maior aventura" pode haver do que mantê-lo no poder?

Segundo Passos Coelho, o primeiro governo de José Sócrates já tinha tido resultados "insatisfatórios" e nas legislativas de 2009 o PSD liderado por Manuela Ferreira Leite "tinha razão", mas os portugueses deram "uma segunda oportunidade" ao PS, embora retirando-lhe a maioria absoluta.

"Nós gostaríamos que o povo decidisse sempre de acordo com a razão, mas a pior coisa que pode fazer quem perde é culpar o povo", observou, a propósito.

O presidente do PSD apresentou-se como alguém que quer ser um "exemplo moral" e que escolhe "um caminho difícil" para vencer as legislativas de 5 de Junho porque não quer "ser igual ao actual primeiro-ministro".

"Não sou daqueles que, por teimosia ou orgulho, diz sempre que não tem culpa e não pode melhorar e não pode fazer de outra maneira, porque aprendi na minha vida profissional, na minha vida pessoal a dar o braço a torcer várias vezes, a aprender com os outros, a conhecer outras pessoas que não conhecia e a caminhar com elas um caminho muito mais rico, com melhores soluções do que aquele que podia ter antes se tivesse preferido, orgulhosamente só, ficar sozinho com a minha ideia. Foi assim que fiz sempre", disse.

Passos Coelho descreveu-se ainda como alguém "que acertou nas previsões que fez, que dando a mão ao país, cooperou com o governo para evitar esta situação, que reuniu um conjunto de gente competente com quem pode fazer um bom governo, que se apresenta ao eleitorado com um programa sério e um programa honesto".

"Portugal não tem mais tempo a perder e nós precisamos de uma mudança séria e ética para Portugal", defendeu.

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