Legislativas 2011

Passos desafia Portas a dizer que não fará Governo com Sócrates

Passos desafia Portas a dizer que não fará Governo com Sócrates

O líder do PSD desafiou esta manhã, sábado, o presidente do CDS-PP a assumir que não fará um Governo com José Sócrates, caso o PS vença as eleições de 5 de Junho sem maioria. E, num piscar de olhos aos centristas, afirmou que "o CDS é o aliado natural do PSD" para um futuro Governo "forte" e "alargado", como pretende formar se for eleito-primeiro-ministro.

O desafio de Passos Coelho foi lançado durante uma acção de campanha de rua, em Setúbal, e repetido mais tarde no Barreiro. "O PSD clarificou a sua posição nestas eleições e explicou aos portugueses que não vai fazer um Governo com o PSD. Era importante que o país percebesse também que o CDS não está disponível para um Governo desse tipo, mas isso é com o CDS", disse, aos jornalistas, confrontado com uma declaração sua no semanário "Expresso".

Mais tarde, no Barreiro, questionado sobre esse repto, Passos Coelho reafirmou que "era conveniente que todos os líderes partidários dissessem ao eleitorado com o que é que podem contar" para que, no dia 5 de Junho, "ninguém acorde com um Governo diferente daquele em que votou", disse, reafirmando que só aceita formar Governo se ganhar as eleições e que não irá para o Governo com o PS.

Na véspera do arranque oficial da campanha eleitoral, a caravana do PSD passa o dia no distrito de Setúbal, um distrito de forte implantação comunista, e deverá contar logo à noite com a participação de Santana Lopes no comício na Incrível Almadense.

Durante a manhã, em que visitou os mercados de Setúbal e do Barreiro, sempre acompanhado pela energia da JSD, Passos Coelho foi várias vezes saudado pelo seu desempenho no debate de ontem à noite com o primeiro-ministro demissionário, José Sócrates, e confrontado com problemas concretos de pessoas, designadamente no acesso à Saúde e queixas da difícil situação do país. A todas os que o abordaram parou para lhes dar uma palvara e explicar quais são as propostas para o país, pedindo-lhes o seu apoio.

"A gente agora não tem muito por onde falhar. Temos de puxar por isto e temos de ter muita força", respondeu a um popular, assumindo que a sua prioridade nesta campanha eleitoral é dirigir-se aos indecisos.

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