Legislativas 2011

Passos diz que pior cenário será PS ganhar e PSD e CDS terem maioria

Passos diz que pior cenário será PS ganhar e PSD e CDS terem maioria

O líder do PSD considerou, esta quarta-feira, que "a pior coisa que poderia acontecer" seria o PS ganhar as eleições por um "bocadinho de nada", mas PSD e CDS terem maioria, insistindo que não formará um executivo com os socialistas.

Questionado no Fórum TSF sobre o cenário do PS ganhar as eleições mas PSD e CDS-PP formarem uma maioria, o líder social-democrata disse que a probabilidade de tal acontecer é "muito escassa", mas se se colocar "algum governo vai ter que se formar".

"Algum Governo vai ter que se formar, eu não formarei seguramente um governo com o PS, isso está fora de questão e não gostaria de formar um governo sem que os portugueses dissessem claramente que me preferem para primeiro-ministro", sublinhou.

Aliás, acrescentou, tal cenário seria "a pior coisa que pode acontecer", mas se se concretizar "muitas coisas" que não se desejam que aconteçam "terão de acontecer".

Insistindo na ideia que "o mais natural é que o partido mais votado seja convidado a formar Governo", o líder social-democrata afirmou que não quer ser primeiro-ministro "se essa não for claramente a vontade dos portugueses".

PSD não formará governo com o PS

"O que é natural e desejável é que um Governo com maioria seja um Governo encabeçado pelo partido que claramente os portugueses escolhem como o partido mais votado", referiu, sublinhando que "quando o eleitorado decide com clareza qual é o partido que quer governar é esse partido que deve governar" e não se deve "formar uma coligação à parte, contrária, e que não inclua esse partido".

Um "problema diferente", admitiu, será sair das eleições um cenário em que PS e PSD estejam separados por menos de 1%. "Hoje o PS é o único partido que não assegura claramente uma maioria para governar", enfatizou, salientando que é por esse motivo que defende que os sociais-democratas devem ganhar de "uma forma destacada para que não haja dúvidas sobre quem é que deve liderar esse Governo".

Pedro Passos Coelho notou ainda que o presidente da República quererá empossar um governo com maioria e admitiu que no caso de se formar um "cenário de indefinição", o PSD irá responder, apesar de ser "claro e definitivo" que não irá formar executivo com o PS.

"CDS é aliado mas é preciso concentrar votos no PSD"

Durante as quase duas horas em que esteve a responder a questões dos ouvintes no Fórum da TSF, Passos Coelho reafirmou ainda o compromisso de tentar renegociar a taxa de juro que Portugal terá de pagar pela ajuda externa, no sentido de "baixar o 'spread' de castigo que existe".

Já no final do Fórum, Pedro Passos Coelho rejeitou que o CDS-PP seja um adversário do PSD, mas antes um "aliado natural".

O líder do PSD alertou, contudo, para a "falácia" que pode ser a ideia que um grande crescimento dos democratas-cristãos pode fortalecer uma aliança com os sociais-democratas, notando que, pelo contrário, o que é preciso é "concentrar os votos no único partido que pode ganhar as eleições".

Relativamente à redução da Taxa Social Única em quatro pontos ao longo da próxima legislatura, Passos Coelho reiterou que será preciso reestruturar o IVA para financiar essa diminuição, mas garantiu que o PSD não irá "mexer no cabaz essencial alimentar", que continuará a manter-se no "nível mais baixo".

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