Legislativas 2011

Passos levado em ombros volta a pedir maioria absoluta

Passos levado em ombros volta a pedir maioria absoluta

As ruas da baixa do Porto deram, esta quinta-feira à tarde, um banho de multidão a Pedro Passos Coelho que, por duas vezes, chegou a ser levado em ombros pelos seus apoiantes. Entusiasmado pelo apoio popular, muito superior ao que teve José Sócrates que também esta tarde esteve na Invicta, Passos voltou a dramatizar a necessidade de maioria absoluta.

"Não podia haver melhor forma de acabar esta campanha eleitoral no Norte do país e no Porto como esta que temos aqui nesta praça de todos vós", disse, no início do comício na Praça D João I que, contudo, não chegou a lotar.

Animado pelas hostes laranja que o foram apoiar - como foi o caso de Rui Rio, que discursou para apontar os "erros de governação" socialista ao longo de 14 anos e antecer que o líder do PSD terá uma tarefa "gigantesca" - , Passos prometeu "unir o país como uniu o PSD", numa referência ao facto de ter ao seu lado os seus dois opositores na corrida à liderança, José Pedro Aguiar-Branco, cabeça de lista pelo Porto, e Paulo Rangel, eurodeputado.

Fazendo uma referência especial aos jovens, "que vão ter de trabalhar muito para pagar uma dívida colossal que não foi feita em nome deles e para que eles a pudessem aproveitar", Passos voltou a dizer que o país não precisa apenas de "mudar de Governo". "O país tem também de mudar de vida nos próximos anos".

Sem rodeios, pela segunda vez no dia de hoje, Passos disse que "o país precisa de uma maioria abosluta nestas eleições". E, sem nunca citar Paulo Portas, que em entrevista ao DN/JN admitiu não aceitar uma coligação de Governo, deixou no ar uma pergunta. "Não podemos arriscar a ler nos jornais segunda-feira: como é que o Passos Coelho pode fazeer um Governo? De quem depende esse Governo? Será um Governo coerente e estará lá como uma rocha para lutar por nós", disse, dramatizando a necessidade de maioria absoluta.

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