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Legislativas 2011

Passos "não está metido em trapalhadas" nem tem "qualquer conversa gravada comprometedora"

Passos "não está metido em trapalhadas" nem tem "qualquer conversa gravada comprometedora"

O social-democrata José Mendes Bota defendeu na quarta-feira à noite que Portugal pode ter com o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, "um primeiro-ministro ministro sério, que não está metido em trapalhadas, que não tem qualquer conversa gravada comprometedora".

Num discurso durante um jantar de campanha do PSD, em Albufeira, Mendes Bota chamou ao primeiro-ministro, José Sócrates, "cangalheiro da nação" e comparou-o a um camionista que só causa acidentes e a um empreiteiro que viu ruir todos os prédios que construiu.

Perante cerca de mil pessoas, e com Passos Coelho à sua frente, o deputado e cabeça de lista do PSD às legislativas pelo círculo de Faro declarou: "Este homem é um homem sério, e Portugal tem hipótese de escolher um governante e um primeiro-ministro sério, que não está metido em trapalhadas, que não tem qualquer conversa gravada comprometedora".

"É um homem que sabe aquilo que quer e que tem coragem, um homem que traz sangue novo, um homem que não tem culpas nenhuma no cartório. Ninguém pode dizer que este homem fez esta lei ou fez aquela, tomou esta ou aquela decisão governativa. É um homem impoluto e é um homem que tem as mãos livres", acrescentou.

Segundo Mendes Bota, "a grande oportunidade" de nós regenerar Portugal é mudar "no topo, porque o país está neste momento podre, está desacreditado", sente "que há falta de ética, porque os maus exemplos vêm de cima".

"É a hora de nós colocarmos lá alguém, pelo seu exemplo de vida, de vontade, de político sério é, de facto, aquele farol de que o país precisa para dar a volta à situação", completou.

Antes, o deputado social-democrata sugeriu que se imaginasse que "Portugal é um autocarro" com "60 passageiros lá dentro" com um condutor "chamado José Sócrates" que numa primeira viagem causou um acidente em que os passageiros "escaparam ilesos" e numa segunda viagem já deixou alguns "à porta da morte ".

"Entravam de novo no mesmo autocarro com o mesmo condutor?", questionou, depois, Mendes Bota.

Noutra imagem, Mendes Bota perguntou, entre um empreiteiro "que tudo o que fez caiu" e outro "que ainda não teve oportunidade de mostrar a sua qualidade", a quem é preferível adjudicar a obra no prédio "Portugal do futuro".

"Seria uma grande desilusão" se os portugueses desperdiçassem "a possibilidade de eleger para primeiro-ministro um homem de grande bom senso, um homem que tem um percurso de vida e profissional exemplar, um homem que não tem telhados de vidro, porque se os tivesse já estava destruído há muito tempo pela máquina de propaganda oficial", considerou, em seguida.

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