Legislativas 2011

"Truques de velho ilusionista" de Sócrates "já não pegam", diz Balsemão

"Truques de velho ilusionista" de Sócrates "já não pegam", diz Balsemão

O fundador e militante número 1 do PSD, Francisco Pinto Balsemão, disse, esta terça-feira à noite, num jantar com militantes em Coimbra, que "os truques de velho ilusionista" de José Sócrates "já não pegam" e pediu aos militantes que, até domingo, lutem contra a abstenção.

Balsemão lembrou, esta noite, o "debate televisivo decisivo" de Passos Coelho com José Sócrates e disse que os "truques" do líder do PS estão "vistos e revistos". Mas, em vez de atacar o primeiro-ministro demissionário, o ex-líder do PSD preferiu enumerar as qualidades pessoais e políticas de Passos Coelho, garantindo que "está preparado para governar".

"Sabe ouvir, sabe aprender, sabe decidir, sabe guardar segredo", disse, garantindo que "a sua autoridade tranquila contrasta totalmente com os truques do mais velho ilusionista, mas também com a grande dificuldade de olhar olhos nos olhos do líder do CDS-PP", Paulo Portas, que esta noite voltou a ser visado nos discursos do comício do PSD.

"A batalha não está ganha. Há muito trabalho a fazer antes das eleições", avisou o fundador do PSD, numa luta contra a abstenção. "Desta vez, mais do que nunca, votar é uma obrigação", disse, garantindo que o programa do PSD é o único "capaz de mudar e moralizar Portugal".

No seu discurso, Passos Coelho respondeu a José Sócrates, que esta tarde disse que, se for reeleito, não serão precisas mais medidas de austeridade, "como se ainda não tivessem percebido que o problema de Portugal não é os sacrifícios que temos de fazer".

"O que é importante é que eles valham a pena, que eles sirvam para recuperar Portugal e não para disfarçar a irresponsabilidade do Governo", disse, num jantar no pavilhão multiusos, onde não houve lugar para todos os apoiantes.

Esta tarde, na arruada de Coimbra, Passos Coelho teve a companhia do presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio, que disse acreditar numa vitória, mas ver como "muito difícil" uma maioria absoluta do PSD nas eleições de domingo.

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