Presidenciais 2011

Alegre diz que não tem que "apoiar ou não apoiar" greve geral

Alegre diz que não tem que "apoiar ou não apoiar" greve geral

O candidato presidencial Manuel Alegre escusou-se hoje, terça-feira, a indicar se apoia a greve geral convocada para o final deste mês, considerando não caber a um candidato à Presidência da República "apoiar ou não apoiar" a paralisação.

"Não tenho que apoiar ou não apoiar. Eu sou um candidato à Presidência da República, que está nestas eleições (...) com um sentido de responsabilidade. Não cabe a um candidato à Presidência da República estar a fazer ou não apelos à greve", disse, no final de uma audiência com a direcção da CGTP.

De resto, Manuel Alegre especificou que o encontro com o líder da CGTP, Carvalho da Silva, e outros membros da direção da Intersindical - que se repetirá à tarde com a UGT - tem apenas como significado a importância que atribui ao "diálogo com os sindicatos".

"O facto de eu estar aqui tem um significado, tal como o facto de ir estar com a UGT tem um significado (...) é um diálogo importante que se mantenha entre os responsáveis políticos e uma central sindical tão importante como é a CGTP", afirmou.

Acompanhado pela sua mandatária nacional, Maria de Belém, e por apoiantes como Paulo Sucena, o candidato presidencial adiantou que a greve geral de 24 de Novembro foi tema da reunião.

"Foi-nos dito que (a greve) tem essa perspectiva de futuro, de um alerta à sociedade, de um despertar, e visa sobretudo dar a sua contribuição para a resolução dos problemas", relatou.

Num encontro "interessante e muito profundo", que serviu para analisar "a situação do país e a busca de soluções para os problemas", candidato admitiu ainda que "quando as pessoas dialogam encontram muitos pontos em comum".

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O líder da CGTP registou, por seu turno, a existência de "convergência", apesar de considerar que compete a cada candidato "posicionar-se de acordo com aquilo que acha sobre o que está em curso na luta dos trabalhadores".

"Agora, que há convergência, há. É que o futuro não vai lá com candidaturas e propostas que prossigam aquilo que foi o caminho do desastre (...) Pensamos que há uma convergência de factores estratégicos na luta dos trabalhadores hoje e naquilo que se deve obter nas presidenciais", disse.

Carvalho da Silva vincou ainda a importância da greve geral marcada para o final do mês - paralisação que "interessa aos trabalhadores", mas também à sociedade como um todo -, apelando a uma "expressão fortíssima de protesto" do país contra propostas "de recessão, empobrecimento e limitação do emprego".

"Esta greve tem dimensões de muito interesse para todo o país (...) esta greve interessa aos trabalhadores, mas interessa à sociedade (...) nas últimas décadas provavelmente nenhuma luta dos trabalhadores foi um sinal tão forte para a necessidade de a juventude intervir na sociedade em força e dizer 'não' a estas propostas", salientou.

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