Presidenciais 2011

Alegre promete gastar menos 500 mil euros do que Cavaco

Alegre promete gastar menos 500 mil euros do que Cavaco

Menos 500 mil euros do que Cavaco Silva é o que Manuel Alegre promete gastar, valor que inclui 450 "outdoors". O actual presidente não terá cartazes e gastará 2,13 milhões,  metade do limite, mas os adversários dizem que já está há muito tempo em campanha.

Segundo explicou ao JN Duarte Cordeiro, director de campanha de Manuel Alegre, a despesa prevista nas presidenciais ronda 1,6 milhões de euros, "sensivelmente menos 500 mil do que Cavaco".

Anteontem, terça-feira, o presidente anunciou que gastará metade do máximo previsto na lei. Ou seja, cerca de 2,13 milhões, já que, conforme destaca o Tribunal Constitucional (TC) num documento com recomendações aos candidatos, a despesa não pode ultrapassar 4260 mil euros na primeira volta. Ou seja, 10 mil vezes o salário mínimo nacional (426 euros).

Para uma segunda volta, o valor máximo fixado é de 1065 mil euros (2500 salários mínimos).

Os candidatos devem apresentar o orçamento até 30 dias antes da eleição. Só Cavaco, Alegre e Defensor Moura já têm definidos os valores. O orçamento de Francisco Lopes "está em fase de elaboração". Fernando Nobre também não adianta números.
Duarte Cordeiro remete para os dados do TC para afirmar que "a campanha de Cavaco foi a segunda mais cara da história" (cerca de 3,2 milhões). E "a mais cara foi a de Mário Soares" (perto de 3,5 milhões), também em 2006.

Quanto aos "outdoors", diz que "é uma forma legítima de comunicação" e que Alegre "apenas colocará 450, menos de metade dos que habitualmente são colocados pelos maiores partidos, PS e PSD, e por Cavaco e Soares em 2006". Os "outdoors", alega, "servem para relembrar os cidadãos da candidatura, do seu lema e do seu site, onde podem procurar mais informação". Com voluntários e sem agências de comunicação, contratou uma empresa de design, numa despesa de 20 mil euros.

Antes de Cavaco, "já a nossa campanha tinha dito que ia ter contenção", recordou Duarte Cordeiro, afirmando que o chefe de Estado "beneficiou de um espaço na comunicação social de que Alegre não beneficiou". Este candidato declarou, ontem, que "o outdoor (de Cavaco) é a permanência" no cargo de presidente.
"Dois milhões de euros é dez vezes mais do que vamos gastar", disse, por sua vez, Defensor Moura sobre Cavaco. O seu ronda os "250 mil euros". Não terá cartazes fixos, mas "em meia dúzia de carros" pelo país. "Tenho que apresentar a minha imagem, uma vez que não ando todos os dias na TV", disse. E Cavaco "está há 25 anos a fazer campanha, pelo que seria ridículo colocar cartazes".

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Francisco Lopes terá cartazes, numa "campanha contida". E afirma que "confere um carácter de pouca transparência e de ilusionismo político" Cavaco Silva vir dizer que não os usará.
Também Fernando Nobre não vai recorrer a "outdoors". O seu director de campanha, Artur Pereira, aplaude a decisão de Cavaco de não usar este tipo de suporte.

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