Presidenciais 2011

Cavaco diz que prolongar campanha mais três semanas reduz crédito e aumenta taxa de juro

Cavaco diz que prolongar campanha mais três semanas reduz crédito e aumenta taxa de juro

Cavaco Silva prometeu, hoje, quinta-feira, estar muito atento às injustiças contra "os servidores da Função Pública", que já estão a receber menos salário. Em Felgueiras, argumentou ainda que uma segunda volta teria implicações na subida das taxas de juro e seria "desviar a atenção do essencial".

Num almoço com apoiantes, após acções de Rua pela Maia, por Matosinhos, por Valongo e pela Lixa, o candidato declarou que, no próximo domingo, "vai ser escolhido aquele que tem de estar muito atento às injustiças na distribuição dos sacrifícios que são pedidos aos portugueses", nesta fase de dificuldade, como "é o caso dos servidores da Função Públlica". Expressão que surpreendeu. A referência aos funcionários públicos surgiu, desta vez, quando os cortes começam a fazer sentir-se.

Insistindo que "o voto de cada um conta" e pedindo uma votação clara, Cavaco Silva argumentou, desta vez, que "não podemos prolongar esta campanha por mais três semanas" porque isso "teria custos muito elevados" que seriam sentidos por empresas, trabalhadores e famílias, "sobretudo pela contenção do crédito e subida das taxas de juro".

"Mas penso que arrastar esta campanha mais três semanas, por desviar as atenções daquilo que é essencial, lançaria custos acrescidos sobre todos os cidadãos portugueses. E é por isso que tenho apelado aos portugueses para que não fiquem em casa", acrescentou o candidato presidencial.

Em Valongo, Luís Filipe Menezes, presidente da Câmara de Gaia, afirmou que uma eventual derrota de Cavaco seria uma derrota "para todos", incluindo o PSD.