Presidenciais 2011

Rio diz que país está sem paciência para segunda volta

Rio diz que país está sem paciência para segunda volta

"O país está com pouca paciência para campanhas, sejam elas quais forem", comentou, hoje, quinta-feira, Rui Rio, quando questionado sobre uma segunda volta, enquanto esperava sentado no emblemático Café Majestic, no Porto, resguardado da confusão instalada na Rua de Santa Catarina, com os apoiantes amontoados à espera de Cavaco Silva.  

Questionado pelo JN sobre uma vitória já no próximo domingo, o presidente da Câmara do Porto, "como apoiante de Cavaco Silva", considerou "evidente que deve ganhar à primeira volta". Já "como português", julga ser "importante para o país que as eleições fiquem resolvidas já e não se prolonguem, sobretudo porque o país está com pouca paciência para campanhas".

Às 17 horas, Rui Rio saiu do café para juntar-se a Cavaco e iniciaram um percurso pela Rua de Santa Catarina, num ambiente caótico, juntamente com Paulo Rangel, Daniel Bessa e vários autarcas do PSD. Além da segurança pessoal apertada do candidato, estava uma dezena de agentes da PSP. A confusão era total, com apoiantes a subirem para bancos, outros a serem empurrados e outros ainda a ensair quedas em plena arruada. O  Manuel do Laço, boavisteiro conhecido na cidade por marcar presença em acções deste tipo, também lá andava. Mas ainda não decidiu em quem vai votar.

"Cuidado com as crianças", avisam aos pais os elementos da PSP. Ao som dos bombos, a marcha continuou, com muitos a acenar das varandas e vários outros a tentar, sem sucesso, chegar perto do presidente. Mas era mais a confusão do que os apoiantes, porque a adesão ficou aquém de outras realizadas outrora no centro da cidade portuense.

A meio da arruada, Daniel Bessa defendia que "não podemos perder mais tempo". E disse que uma segunda volta "nunca será algo vantajoso pelo país", embora sem querer pronunciar-se sobre a ideia lançada, ao almoço, por Cavaco Silva de que um aumento das taxas de juro resultaria do prolongamento das eleições.

Muitos empurrões depois, os apoiantes pararam junto à estação do metro. No cruzamento com a Rua de Fernandes Tomás, a confusão agravou-se com a chegada de um autocarro descapotável mas com apenas uma dezena de pessoas lá dentro, sobretudo para tirar imagens da arruada. Aí, a situação complicou-se e os carros quase atropelavam os apoiantes.

No final, Rui Rio foi abordado por vários cidadãos que o elogiavam. Questionado por jornalistas sobre quando será a sua próxima campanha, respondeu que não sabia. "Se calhar, não tenho mais nenhuma", comentou o autarca.

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