Presidenciais 2011

Nem só pela Papua passa o Nobre futuro

Nem só pela Papua passa o Nobre futuro

"Partido ou movimento para combate político, não!" - o futuro de Fernando Nobre, que encarou o resultado como a verdadeira vitória na eleição presidencial, passa por estar atento e por retomar as actividades habituais, seja ou não na Papua.

Não surge a Papua por acaso, foi o sítio onde Fernando Nobre, quando entrevistado na RTP, disse que estaria a 24 de Janeiro. Hoje. Não é verdade, descansar era a prioridade assumida para hoje, mas também não é esse o futuro que mais interessa. Será o combate retomado dentro de cinco anos? "Decidirei mais tarde o que farei da minha vida", tal como aconteceu desta vez.

Individualmente, sublinha, repudiando os que nele vêem uma jogada política de Mário Soares (invisível neste processo eleitoral): "Não fui arma de arremesso."

PUB

O fundador da AMI foi um fenómeno só ao de leve similar ao Manuel Alegre de há cinco anos, na medida em que não faz parte do sistema. Daí que não hesite em falar num "resultado histórico tremendo" da "candidatura da pura cidadania", que diz ser a verdadeira vencedora da votação de ontem. E que poderá ter sido prejudicada pela fraca adesão: "A trapalhada da abstenção não ajudou."

Nobre, que telefonou a Cavaco Silva, saudando-o pela reeleição, insiste na ideia de que "a cidadania demonstrou que tem futuro em Portugal". E é um facto - já monitorizado - que a candidatura de Nobre não teve a mesma visibilidade das duas mais votadas, o que leva o cirurgião a repetir a ideia do "silenciamento quase sistemático na Comunicação Social", a que acrescenta uma acusação mais pesada: "Uma manipulação, para a qual não encontro nenhum adjectivo, por todas as empresas de sondagens em Portugal." E os recados continuaram, dirigidos aos "opinadores encartados, que tudo sabem mas não têm coragem para se erguer: esta foi a candidatura vitoriosa".

"Chegámos onde ninguém pensava que poderíamos ter chegado", insistiu, galvanizado pela plateia que bradava "vergonha!". Também um número para a televisão, pois o ambiente era sereno e festivo. E de dever cumprido: "Prestámos um grande serviço a Portugal, aos portugueses e ao futuro da nossa nação."

Voltando ao princípio, que Nobre para o futuro? "Nunca me negarei a expressar a minha opinião, sempre que entenda que deva fazê-lo."

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG