Festivais de Verão

Como ir de bicicleta até ao festival Super Rock

Como ir de bicicleta até ao festival Super Rock

O JN foi de bicicleta até ao recinto do Super Rock, a partir de Lisboa. São 30 quilómetros - parte deles no meio da mata - que se fazem, nas calmas, em cerca de duas horas e meia. E a segunda metade do trajecto é magnífica. As dicas e as fotos explicam tudo.

Quando hoje se fala na edição do ano passado do festival Super Rock é curioso constatar que as memórias mais marcantes foram de engarrafamentos: ninguém fala do concerto do Prince ou dos National mas toda a gente tem um relato para contar das horas que secou dentro do carro nas filas de trânsito nas imediações do recinto.

Ciente disso, a organização traçou uma série de melhorias para que este ano não se repita o trauma: há mais transportes públicos e, diz-se, os lugares de estacionamento abundam.

Urge, ainda assim, lembrar o público - sobretudo aquele que vem de Lisboa - que é perfeitamente possível vir para o festival de bicicleta. De bicicleta?

Sim, o JN fê-lo ontem a partir de Lisboa. São 30 quilómetros - parte deles no meio da mata - que se fazem, nas calmas, em cerca de duas horas e meia. E a segunda metade do trajecto é magnífica.

A partir de Lisboa é simples: basta ir a Belém apanhar um barco para a Trafaria. A travessia do Tejo custa 95 cêntimos e o transporte da bicicleta é grátis. Existem ligações de 30 em 30 minutos.

Atenção que o barco pára primeiro em Porto Brandão mas é depois, na Trafaria, que se deve sair para começar a pedalar pela Costa da Caparica fora, em direcção a Sul.

Cerca de 12 quilómetros depois convém estar atento às placas que sinalizam a praia da Fonte da Telha: nessa altura, basta encontrar a estrada de alcatrão que passa na Mata dos Medos. É fácil dar com a estrada, até porque não há muitas ali: é uma que exibe, no início, um sinal de estrada sem saída. E isto porque essa mesma via alcatroada termina junto à base militar da Nato, como ilustra a foto:

Ora, a partir daqui convém ter atenção. É que nos próximos quilómetros acabam as estradas alcatroadas e, maravilha!, o percurso faz-se por trilhos no meio da mata, caminhos de areia ladeados por pinhal, um mimo de cenário.

Recapitulando: cerca de 100 metros antes da entrada da base militar da Nato, siga pelo lado esquerdo, de maneira a pedalar com a base militar do seu lado direito. No início, aquilo assusta: é que os trilhos são demasiado arenosos e em mais do que uma ocasião terá empurrar a bicicleta à mão até encontrar um piso mais estável. Algumas centenas de metros depois deparar-se-á com esta imagem:

É seguir em frente, permanecendo atento à vedação no lado esquerdo que a certa altura permite ser atravessada, tal como a foto comprova:

Aqui estamos dentro da Apostiça, um propriedade de reserva de caça turística com algumas restrições à circulação sobretudo nos meses de Verão devido ao risco de incêndio. O bom senso diz-nos que quem pedala não fuma e pouco ou nenhum mal fará à natureza: aliás, fará seguramente menos mal do que qualquer caçador munido de armas e jipe. Entre a comunidade de praticantes de BTT diz-se também que a Apostiça "é propriedade de um árabe" - mas não consta que ele ande por ali, até porque a terra não cospe petróleo. De maneira que a atitude é seguir em frente, pelos trilhos. Siga.

A certa altura, três quilómetros mais à frente, chega-se a uma estrada de terra batida, facilmente identificável por ser mais larga e de piso mais duro. É esta aqui, e basta seguir a direcção esquerda, ou seja, nascente:

E é seguir em frente, sempre a pedalar, sem areia mole a chatear, os passarinhos a cantar e o aroma da natureza a invadir-nos as narinas.

Depois dessa recta de dois quilómetros, a estrada vira à esquerda e, cerca d e um quilómetro depois, começam a surgir os primeiros Pinheiros Mansos. É sinal que estamos perto.

Mais à frente aparecem as primeiras casas e, sem demoras, surge o alcatrão da EN377, a mesma estrada do festival, aquela onde a malta secou forte e feio no ano passado dentro dos carros.

Basta virar à direita e pedalar mais dois quilómetros: e eis a Herdade do Cabeço da Flauta onde se desenrola o certame.

Aqui fica uma imagem com o trajecto feito ontem pelo JN:

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