Festivais de Verão

Decibéis ao alto em Paredes de Coura

Decibéis ao alto em Paredes de Coura

A condição de semidesconhecidos com que foram recebidos os galeses The Joy Formidable - os primeiros a subirem ao palco principal no terceiro dia de Coura 11 - não deverá prolongar-se por muito tempo. "É a primeira vez que tocamos em Portugal. A primeira de muitas, esperamos", atirou Ritzy Bryan, vocalista e guitarrista da banda, logo no início da actuação.

Tão curto quanto intenso, o concerto dos autores de "The big roar" ficou marcado por descargas eléctricas poderosas que conseguiram agitar os corpos das centenas de espectadores alinhados nas primeiras filas do recinto.

Se o feito não parece digno de relevo - a predisposição nos festivais a isso quase obriga -, o caso muda de figura quando se tem a cargo a missão de abrir o palco e a vontade das massas passa mais por dosear forças até ao desenrolar da madrugada. Até por isso, os Joy Formidable merecem especial crédito.

Ausência de percurso é o que não têm os Trail of Dead, há mais de uma dúzia de anos no activo. As actuações poderosas que alicerçaram a reputação da banda texana por palcos de todo o mundo fizeram escala neste festival minhoto, colocando cobro a uma ausência prolongada de concertos em solo português.

O empenho irrepreensível colocado em palco pelo sexteto colidiu apenas com a voltagem desenfreada e dispersa dos temas que compuseram o alinhamento, agravado ainda pela voz de Conrad Keely, demasiado próximo da escola 'nude rock'.

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