Festivais de Verão

Omar Souleyman, o expresso do Oriente cativou Coura

Omar Souleyman, o expresso do Oriente cativou Coura

Os inconfundíveis acordes hipnóticos da música do sírio Omar Souleyman começaram a soar no recinto do festival pouco depois das 22 horas. Mas o arranque de Paredes de Coura 2011 teve sotaque lusitano, com a actuação do Quarteto de Bolso.

Não faz pop é uma estrela pop. Omar Souleyman, o artista sírio mais bem sucedido da actualidade, acrescentou o palco secundário de Paredes de Coura ao imenso rol de destinos que ao longo dos anos se têm rendido ao seu techno-árabe, tão repetitivo quanto viciante.

De braços erguidos no ar, a plateia não demorou muito a exteriorizar a admiração pela música de um artista para quem um sintetizador é tudo quanto basta para atear a euforia em seu redor. A pose e a excentricidade fazem o resto.

Se um festival é, por definição, uma celebração, a escolha dos Quarteto de Bolso para abrir a edição deste ano dificilmente poderia ser mais bem conseguida. Efusiva até à medula, a música deste... sexteto criado em 2009, que conta apenas com um EP editado, não se furta ao pop-rock, mas o clarinete e o trompete conferem à sonoridade uma faceta jazz e funk que em muito beneficia o resultado final.

"Bem-vindos a Paredes de Coura!", atirou, logo a abrir, o vocalista e guitarrista Pedro Silva, que, durante perto de 40 minutos, tudo fez para animar a ainda pouco numerosa plateia. Objectivo cumprido.

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