Festivais de Verão

"Primavera" conquista portugueses

"Primavera" conquista portugueses

À espera de 25 mil pessoas por dia, o Primavera Sound regressa esta quinta-feira, às 18 horas, ao Porto, ao Parque da Cidade, após a bem sucedida edição de 2012. Mais de metade dos espectadores vão ser portugueses.

O local é o mesmo e o conceito indie também não diverge muito em relação ao ano passado. Mas há uma diferença notória entre ambas as edições: se, em 2012, os estrangeiros estiveram em maioria (60% do total), desta vez, os espectadores portugueses deverão estar em maior número.

A mudança não se deve à diminuição dos visitantes de outros países, mas sim ao aumento de procura local. "A venda de bilhetes em Portugal subiu 15% a 20%", revela José Barreiro, da organização, esperançado de que esse percentagem ainda sofra um incremento, com a tradicional procura de última hora.

A envolvência única proporcionada pelo Parque da Cidade é o principal fator distintivo de um festival "apostado em ser o melhor e não o maior", como enfatiza Gabi Ruiz, criador do evento que há mais de uma década atrai dezenas de milhar de turistas todos os anos a Barcelona.

Por isso, os organizadores optaram por manter a fórmula vencedora da edição inaugural, operando apenas ligeiros acertos. Assim, as zonas de lazer aumentaram e a disposição dos palcos foi alvo de alguns ajustes, para evitar a sobreposição sonora que chegou a afetar alguns concertos no ano passado.

Impressionada com o impacto internacional que o "Primavera" teve na imagem da cidade, a Câmara do Porto, uma das parceiras do festival, reforçou a aposta, sobretudo no plano logístico, beneficiando áreas fundamentais como a segurança, manutenção e limpeza do recinto.

As boas notícias para a organização não se cingem ao reforço da presença lusitana. Os amuos meteorológicos dos últimos dias deverão dar tréguas pelo menos até ao fim de semana (ler caixa ao lado) e, ao contrário do sucedido em 2012 com Björk, não houve cancelamento de qualquer cabeça de cartaz, embora tenha ficado sem efeito a muito aguardada atuação de Rodriguez. Agradado, mas não embevecido com as conquistas, Barreiro afirma que "um festival não se constrói num ano: são precisos pelo menos quatro ou cinco para conseguir consolidá-lo". v

Bandas e artistas vão atuar ao longo dos três dias