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Paredes de Coura rende-se ao apelo da dança

Paredes de Coura rende-se ao apelo da dança

Ao quarto concerto da noite, o Festival de Paredes de Coura conheceu os primeiros nomentos de euforia popular generalizada. Os responsáveis foram os Crystal Castles, duo canadiano cuja electro-pop experimental provocou uma enchente no recinto.

Mesmo que, por vezes, a sua música soe perigosamente ao mais kitsch (vulgo "música de carrinhos de choque"), contém um apelo tal à dança que se torna difícil resistir.

Envoltos numa névoa de fumo que faz com que apenas se consigam insinuar as suas silhuetas, Alice Glass e Ethan Kath sabem, porém, como captar a atenção das massas, graças a uma massa sonora compacta que se infiltra por todos os poros. Com os seus saltos, volteios e agudos singulares, a vocalista revisitou os dois discos homónimos da banda lançados até à data, sem que a plebe desse sinais de cansaço.

A atormentada música dos Wild Beasts - banda inglesa que subiu ao palco às 23.30 horas - soou, em largos momentos do espectáculo, mais um tormento do que outra coisa, a léguas do intimismo que rodeia os seus discos. Apesar de tudo, o concerto dos autores do recente "Smother" terminou em crescendo, ultrapassados que foram alguns problemas técnicos iniciais que afectaram sobremaneira a qualidade do som.

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