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Espanha campeã do Mundo de futebol

Espanha campeã do Mundo de futebol

A Espanha sagrou-se, hoje, domingo, campeã do Mundo de Futebol, no campeonato que decorreu na África do Sul. Um golo de Iniesta, a quatro minutos do fim do prolongamento, levou a tristeza à Holanda e abriu asas à "fiesta".

A Espanha conquistou um título inédito para o país, ao sagrar-se campeã do Mundo de futebol. A Holanda acabou derrotada, pela terceira vez, num jogo decisivo da maior prova de clubes do Mundo, depois de ter sido vencida em 1974 e 1978.

O golo de Iniesta, que rendeu aos espanhóis o primeiro título da história, coloca, ainda, a selecção de Del Bosque no lote restrito das que ganharam o Europeu e o Mundial, de seguida, a par de Alemanha e França.


Os 90 minutos regulamentares não chegaram para definir o sucessor da Itália como campeão do Mundo de Futebol. A quatro minutos do fim do prolongamento, Iniesta rematou para o fundo das redes e começou a desenhar-se a “fiesta”. O Polvo Paul, que havia apostado na vitória de Espanha, fez o pleno de “previsões” certas: nove em nove!

Espanha confirmou a supremacia do seu futebol tricotado, ao conquistar pela primeira vez o título mundial com uma vitória tão sofrida quanto merecida sobre a Holanda, já no prolongamento.

Após o ímpeto inicial, a Espanha rapidamente se eclipsou e apenas na fase final da segunda parte reapareceu a vontade de juntar o título mundial ao europeu, conquistado com golos marcados exclusivamente por jogadores da sua equipa-modelo: o FC Barcelona.

Presa por "arames" durante todo o prolongamento, a Holanda, que só tinha vitórias na prova, sucumbiu quando já estava reduzida a 10 jogadores, devido à expulsão de Heitinga aos 109 minutos, cedendo pela terceira vez no jogo decisivo, a segunda após tempo extra.

Após as derrotas nas finais de 1974, para a RFA, e 1978, para a Argentina (após prolongamento), a "laranja mecânica" voltou a ceder, pois as iniciativas dos velocistas holandeses nunca foram suficientes para pôr em causa a superioridade ibérica, hoje, apesar de tudo, menos evidente.

A campeã europeia demorou cinco minutos a pôr o adversário em sentido, quando Sérgio Ramos correspondeu ao livre de Xavi com um poderoso remate de cabeça. Os reflexos do guarda-redes Stekelenburg salvaram a Holanda.

David Villa acertou nas malhas laterais pouco depois, mas a Espanha "desapareceu" ainda antes do quarto de hora e a promessa de bom futebol degenerou num jogo entediante até ao intervalo, à excepção de um invulgar lance, aos 34 minutos.

Os caprichos da Jabulani e a desatenção de Casillas quase provocaram o golo mais insólito da história dos Mundiais, quando uma devolução de Van Persie desde o seu meio campo levou a bola a sobrevoar o guarda-redes. No canto, o avançado holandês foi mais cuidadoso a encaminhar a bola ao guardião espanhol.

A segunda parte começou mais animada, com Robben a obrigar Casillas a defesa apertada e Xavi a responder de livre directo, mas a melhor oportunidade foi desperdiçada aos 62 minutos por Robben, desencantado por Sneijder, que permitiu a defesa involuntária do guarda-redes espanhol.

David Villa desfrutou de idêntica ocasião aos 70, valendo à Holanda a intervenção de Heitinga, depois de Stekelenburg ter ficado por terra, e Sérgio Ramos voltou a aproveitar a liberdade na sequência de um canto para falhar a última oportunidade do tempo regulamentar.

O prolongamento pertenceu por inteiro à Espanha e só durante a primeira parte a equipa ibérica criou três situações de golo, a mais flagrante das quais por intermédio do recém-entrado Fabregas, que, isolado por Iniesta, permitiu a intervenção valorosa de Stekelenburg.

Aos 109 minutos, Heitinga travou em falta Iniesta e recebeu o segundo cartão amarelo, deixando a "laranja mecânica" em posição ainda mais fragilizada, que o próprio médio do Barcelona capitalizou aos 116, com um remate cruzado.