Mundial 2010

Espanha e Holanda em batalha de estilos na final do Mundial

Espanha e Holanda em batalha de estilos na final do Mundial

Holanda e Espanha decidem hoje, domingo, em Joanesburgo, o Mundial 2010, com a garantia de que, seja qual for o vencedor, haverá um campeão inédito. O favoritismo é da selecção espanhola, que impressionou pela forma como dominou a meia-final com a Alemanha.

A final do Mundial tem tudo para ser um confronto de estilos: a posse de bola espanhola contra o jogo directo holandês, a técnica de passe dos espanhóis diante da velocidade dos holandeses... De Joanesburgo sairá, de certeza, um campeão inédito, que se juntará a Uruguai, Itália, Alemanha, Inglaterra, Brasil, Argentina e França na lista de vencedores do Campeonato do Mundo, e um novo líder do ranking da FIFA, que sucederá ao Brasil e forçará Portugal a perder o actual terceiro lugar.

Tirando os jogadores, treinadores e dirigentes da selecção holandesa, toda a gente parece dar o favoritismo à Espanha, incluindo velhas glórias da equipa “laranja”, como Johan Cryuff, Ronald Koeman ou Van Nistelrooy, e até o imparável polvo adivinho de Oberhausen. E nem o facto de a Holanda poder imitar a proeza do Brasil, que se sagrou campeão só com vitórias na qualificação e na fase final do Mundial de 1970, diminui a teórica vantagem espanhola...

Para vencer, a Holanda terá de conseguir o que nem Portugal, o Paraguai ou a Alemanha fizeram à selecção espanhola nos últimos jogos. “Se a Espanha tiver a bola, tem tudo a seu favor para vencer”, disse Cruyff, desvendando um segredo que o Mundo inteiro já tinha percebido, mas que nenhuma equipa parece ser capaz de contrariar. Foi assim no Euro 2008 e está a ser assim no Mundial 2010, à excepção do Espanha-Suíça, que os helvéticos ganharam num daqueles milagres estatísticos sempre possíveis de acontecer.

Qualidade já se sabe que não falta. Xavi e Sneijder personificam o que de melhor têm as duas equipas e é quase garantido que o vencedor do duelo de hoje será também eleito o melhor  do Mundial, mas Robben, Iniesta, Van Persie, Villa, Kuyt ou Pedro Rodríguez também são nomes a ter em conta. E há sempre os heróis inesperados, como o foi Puyol na vitória da Espanha sobre a Alemanha. O defesa tinha previsto deixar a selecção após o Mundial  mas agora já diz que vai meditar..