Protestos

 UE condena uso desproporcionado da força contra manifestantes no Irão

 UE condena uso desproporcionado da força contra manifestantes no Irão

A União Europeia (UE) afirmou este domingo que o "uso generalizado e desproporcionado da força" contra manifestantes no Irão é "injustificável e inaceitável", após nove dias de protestos contra a morte de uma jovem detida pela polícia da moralidade.

No seguimento dos confrontos resultantes destes protestos, 41 pessoas morreram.

Numa declaração em nome da UE, o chefe diplomático da União, Josep Borrell, também condenou "a decisão das autoridades iranianas de restringir drasticamente o acesso à internet e de bloquear as plataformas de mensagens instantâneas", o que "constitui uma violação flagrante da liberdade de expressão".

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Os protestos no Irão pela morte de Mahsa Amini causaram já pelo menos 41 mortos e 1186 detidos após nove dias, enquanto o Governo mobilizou hoje milhares de cidadãos em marchas contra os manifestantes que pedem mais liberdades.

Nove dias depois da morte de Amini, após ser detida pela polícia da moralidade por usar o véu obrigatório no país alegadamente de forma errada, parece que os protestos estão a acalmar, mas é difícil analisar a situação, dadas as restrições impostas pelo Governo à internet e à informação.

Mahsa Amini, 22 anos, foi detida pela chamada "polícia de moralidade" de Teerão, capital do Irão, onde se encontrava de visita, por alegadamente trazer o véu de forma incorreta e transferida para uma esquadra com o objetivo de assistir a "uma hora de reeducação".

A jovem acabou por entrar em coma e morrer dias depois no hospital.

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