Anne Frank

16 mil euros para salvar árvore de Anne Frank

16 mil euros para salvar árvore de Anne Frank

Uma fundação terá de pagar 16 mil euros se quiser recuperar o castanheiro que a adolescente judia Anne Frank eternizou num diário que se tornou num 'best-seller' mundial, depois da sua morte, num campo de concentração nazi, em 1945.

A decisão foi divulgada esta quarta-feira por um tribunal de Amesterdão, na Holanda. A fundação "Salve a árvore de Anne Frank" admitiu já que dificilmente irá conseguir pagar este montante.

"Neste momento, não dispomos desta verba, e parece pouco provável que alguma vez isso venha a acontecer", afirmou, em declarações à agência francesa AFP, Arnold Heertje, um dos responsáveis da fundação.

O castanheiro centenário, atacado por fungos e protegido por uma estrutura metálica desde 2008, foi derrubado pela força do vento e da chuva em 23 de agosto de 2010.

Na altura, a árvore foi removida pela sociedade de construção Van der Leij.

"A árvore foi cortada em pedaços muito grandes que foram armazenados num local seco e ventilado", assegurou Bram van Uchelen, porta-voz da sociedade de construção, citado pela AFP.

De acordo com a deliberação do tribunal de Amesterdão, a fundação terá de pagar 16 mil euros à sociedade Van der Leij pelo transporte e armazenamento da árvore, que media mais de 20 metros e tinha mais de 160 anos.

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Se o valor não for pago, a sociedade de construção não terá qualquer obrigação de entregar os restos da árvore à fundação, segundo a deliberação do tribunal.

Anne Frank mencionou este castanheiro por diversas vezes no diário que escreveu quando viveu escondida das forças nazis durante a Segunda Guerra Mundial.

Durante mais de dois anos, a adolescente e a família viveram no anexo de um edifício onde o pai de Anne, Otto Frank, também tinha um negócio. Essa casa é hoje um museu.

A família Frank foi denunciada e detida a 4 de agosto de 1944, tendo sido enviada para campos de concentração. Anne Frank morreu em 1945 no campo Bergen Belsen (norte de Alemanha).

Antes da queda da árvore, foram retirados alguns caules que foram plantados em vários locais no mundo, nomeadamente em Paris e na Casa Branca (Washington).

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