Pontos-chave

45.º dia: a visita surpresa de Boris e o medo constante do que pode cair do céu

45.º dia: a visita surpresa de Boris e o medo constante do que pode cair do céu

Ao 45.º dia de guerra, o medo está instalado em cidades como Lugansk e Odessa, que, depois de verem o que aconteceu a dezenas de civis em Bucha e na estação de comboio de Kramatorsk, foram aconselhados a esconder-se ou mesmo a fugir do país. Entretanto, em Kiev, Boris Johnson encontrou-se com Zelensky e prometeu mais ajuda militar e financeira. Também a União Europeu anunciou mil milhões de euros para apoiar a Ucrânia e os países que recebem refugiados. Os pontos-chave de mais um dia de guerra:

- Segundo dados atualizados, o ataque à estação de comboios de Kramatorsk, na sexta-feira, matou pelo menos 52 pessoas, incluindo oito crianças, e feriu 109. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, revelou que os russos anunciaram o ataque à estação de comboios de Kramatorsk antes deste ocorrer e apelou a uma "resposta global firme" à Rússia. "Este é outro crime de guerra russo pelo qual todos os envolvidos serão responsabilizados", disse. Durante o dia de sábado, continuaram a ser retirados da cidade várias dezenas de civis que sobreviveram ao ataque.

- A antecipação de novos bombardeamentos levou o governador de Lugansk, Serhiy Gaidai, a exortar aos civis que ainda vivem naquela cidade do leste da Ucrânia a fugirem assim que puderem. A cidade é um ponto estratégico para a ambição russa de criar uma passagem terrestre para o território ocupado da Crimeia.

- O mesmo receio levou à imposição de um recolher obrigatório em Odessa, cidade onde os civis não poderão sair de casa entre as 21 horas de 9 de abril às 6 horas de 11 de abril.

- Após a visita da presidente da Comissão Europeia na sexta-feira, Zelensky recebeu o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson. O encontro foi uma surpresa e foi revelado por uma fotografia publicada pela embaixada ucraniana em Londres. Os líderes discutiram o apoio de longo prazo do Reino Unido à Ucrânia e Boris anunciou que vai enviar 120 veículos blindados e novos sistemas de mísseis antinavio, bem como fornecer cerca de 460 milhões de euros através do Banco Mundial.

- A solidariedade não ficou por aqui. Uma campanha internacional de angariação de fundos arrecadou 10,1 mil milhões de euros para apoiar a Ucrânia e a Comissão Europeia anunciou que vai oferecer mil milhões de euros para apoiar a Ucrânia e os países que recebem refugiados que fogem da guerra.

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- A Ucrânia fez uma troca de prisioneiros com a Rússia, a terceira desde o início da guerra. Doze soldados ucranianos que foram feitos prisioneiros voltarão para casa. Além disso, também vão regressar à Ucrânia 14 civis. Não foram dados detalhes sobre quantos russos foram libertados.

- A Rússia anunciou a destruição de um paiol na Base Aérea de Myrhorod, no centro da Ucrânia. O ataque destruiu um avião MiG-29 e um helicóptero Mi-8.

- Para este sábado, foi acordada a abertura de dez corredores humanitários na Ucrânia, incluindo da cidade sitiada de Mariupol.

- Zelensky disse que a Ucrânia está "sempre pronta" para manter negociações com a Rússia, que ficaram em suspenso após a descoberta de atrocidades em cidades já libertadas.

- O vice-primeiro-ministro ucraniano e titular da Transformação Digital, Mykhailo Fedorov, disse que os alegados autores de crimes de guerra em Bucha e Irpin foram identificados com tecnologia de reconhecimento facial e inteligência artificial.

- Desde o início da invasão, morreram 176 crianças e 324 ficaram feridas na Ucrânia.

- Mais de 4,4 milhões ucranianos fugiram do país desde a invasão, de acordo com os dados atualizados pelo Alto-Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR).

- Os bombardeamentos russos causaram estragos em 307 instalações de saúde, destruíram 21 clínicas e obrigaram a montar vários hospitais de campanha.

- Portugal aceitou 29 318 pedidos de proteção temporária de cidadãos ucranianos e de outras nacionalidades residentes na Ucrânia.

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