Guerra da Síria

75 mil refugiados presos no meio do deserto sem ajuda

75 mil refugiados presos no meio do deserto sem ajuda

A Amnistia Internacional lançou um vídeo que mostra um cemitério improvisado em Rubkan. Um lugar de ninguém, no meio do deserto, onde 75 mil pessoas continuam a lutar pela sobrevivência à espera de ajuda humanitária.

O vídeo, obtido pela Amnistia Internacional através do Conselho Tribal de Palmira e Badia, foi gravado no dia 6 de setembro. Mostra centenas de campas improvisadas, cobertas com pedras, de quem perdeu a vida na fronteira entre a Síria e a Jordânia, mesmo ao lado de uma enorme imensidão de tendas.

"Esta situação mostra as consequências do fracasso abjeto do mundo em partilhar a responsabilidade pela crise global dos refugiados. Prova disso é que muitos dos vizinhos da Síria fecharam as suas fronteiras aos refugiados ", criticou Tirana Hassan, diretor da Amnistia Internacional

"É uma imagem desesperada, das pessoas presas em Berm (o nome dado região), com a comida a acabar e muitos problemas de saúde. Em alguns casos, as pessoas estão a sofrer ou até mesmo a morrer de doenças evitáveis, simplesmente porque não têm autorização para entrar na Jordânia e as autoridades bloquearam o acesso à ajuda, ao tratamento médico e uma resposta humanitária significativa", acrescenta Tirana Hassan.

Desde o ataque terrorista que matou 21 guardas fronteiriços em junho deste ano, estes refugiados receberam apenas um carregamento de comida. A Jordânia fechou na sequência do ataque as fronteiras, como medida de segurança, o que impede as organizações humanitárias de chegarem a esta terra de ninguém.

A escassez de alimentos e de medicamentos tem feito crescer o número de pessoas que morrem entre a guerra e a procura da segurança, no meio do deserto. De acordo com as organizações humanitárias a maioria das pessoas que vivem no inferno de Rubkan são mulheres e crianças.

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