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A alegre viúva joalheira que era uma espia russa junto da NATO em Itália

A alegre viúva joalheira que era uma espia russa junto da NATO em Itália

Uma investigação jornalística internacional descobriu uma espia russa do Departamento Central de Inteligência que operou durante vários anos junto do destacamento da NATO, em Nápoles. Maria Adela passava por ser uma joalheira que privava na sociedade napolitana, enquanto estaria a trabalhar para a agência central dos serviços secretos russos (conhecido como GRU, na sigla anglo-saxónica). É suspeita do envenenamento de Sergey e Yulia Skripal, em Inglaterra.

A história que Maria Adela Kuhfeldt Rivera contava sobre a infância não era a mais verosímil, mas tinha um elemento trágico que gerava simpatia e divergia desconfianças. A joalheira que se passeava na sociedade napolitana dizia que era filha do amor rebelde de uma mulher peruana e de um homem alemão, onde foi beber os apelidos; contou que a mãe, solteira, se deslocou a Moscovo para os Jogos Olímpicos de 1980 e que uma emergência familiar a chamou de volta às terras andinas. Na pressa de voltar deixou-a ao cuidado de um casal russo com quem travara amizade.

Quem viveu os anos de 1980 sabe que havia um grau de liberdade e independência entre pais e filhos superior ao habitual dos dias de hoje. Mas daí a ser plausível que, mesmo nesses tempos em que se saía da casa apenas com a preocupação de regressar para as refeições, acreditar que uma mãe peruana deixasse a filha ao cuidado de um casal russo que conhecera numa viagem a Moscovo parece demasiado libertário.

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