Pontos-chave

A ameaça russa com armas nucleares e a "morte por toda a parte" em Mariupol

A ameaça russa com armas nucleares e a "morte por toda a parte" em Mariupol

Ao 50.º dia de conflito, um ataque ao símbolo do poderio naval russo. As forças ucranianas atingiram com mísseis o navio Moskva, que lidera a frota da Rússia no mar Negro. O Kremlin voltou a falar em armas nucleares, prometendo "medidas" caso a Suécia e a Finlândia adiram à NATO. Entretanto, a Rússia acusou Kiev de ter atacado duas aldeias russas perto da fronteira, notícia que as autoridades ucranianas negaram.

- As forças ucranianas atingiram com mísseis Neptuno o cruzador de mísseis russo Moskva, que lidera a frota da Rússia no mar Negro, causando "danos graves". Notícia confirmada, entretanto, pelo Ministério da Defesa russo. Saiba mais sobre este símbolo do poderio naval russo.

- A Federação Russa anunciou que 398 congressistas americanos vão ser proibidos de entrar no seu território, em resposta a uma medida similar tomada pelos EUA para punir a invasão russa da Ucrânia.

- A autarquia de Mariupol afirmou esta quinta-feira temer que, nos próximos dias, o número de mortos na cidade portuária chegue a 35 mil. "Devido à intensidade dos bombardeamentos, as pessoas não podem sequer sair para enterrar os entes queridos. Os serviços municipais não funcionam, o cemitério está localizado num território controlado pelo exército russo. A morte está em toda a parte, é visível", frisou o assessor do autarca da cidade, Petro Andryushchenko.

- De acordo com o gabinete do procurador-geral da Ucrânia, 197 crianças morreram e 351 ficaram feridas desde o início da guerra.

- O Ministério da Defesa da Ucrânia afirmou que cerca de 300 pessoas foram mantidas reféns durante quatro semanas na cave de uma escola perto de Chernihiv, no norte da Ucrânia.

PUB

- ​​​​​​​O vice-presidente do Conselho de Segurança e ex-presidente russo, Dmitri Medvedev, ameaçou hoje com o destacamento de armas nucleares no Báltico se a Suécia e a Finlândia aderirem à NATO.

- O presidente da Câmara de Kiev, Vitali Klitschko, pediu aos habitantes que deixaram a cidade depois dos bombardeamentos russos que se mantenham afastados, já que a capital ucraniana não está totalmente segura.

- A vice-primeira-ministra da Ucrânia, Iryna Vereshchuk, revelou esta quinta-feira que 30 prisioneiros de guerra ucranianos estão já em segurança na sequência de uma troca com a Rússia. Segundo revelou, em comunicado, cinco oficiais, 17 militares e oito civis foram libertados.

- O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que para haver um encontro entre Putin e Zelensky é necessário um acordo escrito pronto a ser assinado. O responsável garantiu ainda que o chefe de Estado russo nunca recusou a tão aguardada reunião.

- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, acusou a União Europeia (UE) de desestabilizar o mercado da energia e provocar aumentos de preços com o debate sobre um embargo ao petróleo e gás russo, quando não tem fornecedor alternativo.

- A Rússia acusou hoje a Ucrânia de bombardear duas aldeias fronteiriças russas, uma das quais com helicópteros, provocando sete feridos, incluindo um bebé. Kiev negou o ataque, garantindo que as forças de Putin atacam o próprio território para gerar "histeria anti-ucraniana" no país.

- Mais de 4,7 milhões de ucranianos fugiram do país desde o início da invasão pela Rússia, há 50 dias, anunciou o Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR).

- Um dia depois de o primeiro-ministro da Finlândia ter confirmado que uma decisão sobre a adesão à NATO será tomada "dentro de semanas", o ministro das Relações Exteriores disse à CNN que esperava uma reação da Rússia e que o país está "preparado para diferentes tipos de ameaças".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG