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A app de encontros especial que fez uma jovem bilionária

A app de encontros especial que fez uma jovem bilionária

É a grande rival do Tinder e conquistou o coração de Wall Street. As ações da aplicação de encontros Bumble, na qual as mulheres dão o primeiro passo, valorizaram 76,7% na estreia em bolsa,.

O sucesso da app - numa altura em que a pandemia reforçou a utilização de soluções amorosas online - colocou a fundadora Whitney Wolfe Herd, de 31 anos e ex-diretora de marketing do Tinder, no centro das atenções. Herd lançou a aplicação em 2014, juntamente com o bilionário russo Andreey Andreev, criador do site europeu de namoro Badoo e é, agora, a CEO mais jovem a colocar em bolsa o capital de uma empresa nos EUA e a mais jovem mulher empreendedora que chegou a bilionária. Tem um património avaliado em 1,6 biliões de dólares (ou 1,3 mil milhões de euros).

O objetivo era criar uma plataforma onde fossem as mulheres a dar o primeiro passo. Por isso, ao contrário da maior parte das aplicações, na Bumble, o primeiro contacto tem mesmo de ser feito por elas. Nos casos em que as relações são homossexuais, ambos podem iniciar o contacto.

A empreendedora abandonou a anterior empresa por alegado assédio sexual, sendo que o caso ficou fechado depois de a Match Group, dona do Tinder, lhe ter pago uma indemnização de um milhão de dólares.

Segundo a AFP, em 2020, a Bumble tinha 54 milhões de utilizadores mensais e escritórios não só no Texas mas em várias cidades europeias.

A oferta pública da empresa "chegou mesmo a tempo do Dia dos Namorados", afirmou um analista num boletim informativo de investimento. "O mercado de namoro online tornou-se cada vez mais popular na última década e agora é a forma mais comum de os novos casais se conhecerem nos Estados Unidos", sublinhou.

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Em março de 2020, por exemplo, com o início do confinamento, o número de mensagens trocadas na app Bumble aumentou 26% nos EUA. A nova abordagem fez sucesso entre adolescentes e mesmo junto dos grupos mais velhos. Razão que leva a plataforma a descrever-se mais como "um movimento" do que como uma aplicação.

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