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A crise energética e o dilema moral pelas fontes "limpas"

A crise energética e o dilema moral pelas fontes "limpas"

Na busca de petróleo e de gás em mercados alternativos, o Ocidente embarga o que pode à Rússia, mas a Europa ainda se vê forçada a pagar a conta que, indiretamente, financia a máquina de guerra de Putin. Só a fatura da Alemanha é de 50 milhões por dia. As opções são quase todas de risco ético e político: Qatar, Irão, Arábia Saudita, Venezuela.

Perversidades da guerra e sarcasmo de um embargo comercial: à medida que avança com os blindados Ucrânia adentro, Putin enterra a unha na fatura energética dos europeus e impele-os a procurar alternativas de abastecimento em regimes malditos - como a Arábia Saudita, o Qatar, o Irão, a Venezuela, amigos de Moscovo... -, onde, na premência da crise, a "realpolitk" fecha os olhos às diabruras políticas e humanitárias denunciadas à Rússia.

A Europa que se quer furtar da dependência energética da Rússia e que retalia Moscovo pela invasão militar da Ucrânia, com represálias económicas e sanções de toda a a ordem, tem um motor, o da Alemanha, que continua a carburar com uma fatura diária de 50 milhões de euros de gás importado... da Rússia!

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