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A Europa continua a extremar-se na Direita

A Europa continua a extremar-se na Direita

Apenas quatro países da União Europeia (Grécia, Irlanda, Malta e Luxemburgo) não têm deputados de extrema-direita nas suas assembleias nacionais. Portugal elegeu o Chega para o Parlamento, Espanha duplicou esta semana os deputados do Vox, húngaros, polacos e checos vivem em extremismos. O coração da Europa bate cada vez mais à direita.

É uma ínfima fração, apenas um deputado entre 230 - o que não dá sequer um corpo inteiro, dá só 0,43% do Parlamento -, mas nunca tinha acontecido em 45 anos de democracia portuguesa: a Assembleia da República elegeu pela primeira vez um mandatário de extrema-direita (André Ventura, do partido Chega, votado por 66.442 pessoas, 1/3 delas só em Lisboa). Será um caso fortuito e sem repetição? Crê-se que não - basta olharmos para o baque que, com mais ou menos estrondo social, ressoa pela Europa fora.