Parlamento Europeu

"A Europa perdeu um europeísta, nós perdemos um amigo". As reações à morte de Sassoli

"A Europa perdeu um europeísta, nós perdemos um amigo". As reações à morte de Sassoli

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, foi a primeira a reagir à morte do líder do Parlamento Europeu, aos 65 anos. David Sassoli estava há mais de duas semanas internado num hospital italiano, na sequência de uma disfunção do sistema imunitário.

"Entristece-me profundamente a morte de um grande europeu e italiano", escreveu Ursula von der Leyen noTwitter.

"David Sassoli era um jornalista apaixonado, um extraordinário presidente do Parlamento Europeu e, sobretudo, um querido amigo. Os meus pensamentos estão com a sua família. Descansa em paz, caro David", acrescentou.

O presidente do Conselho Europeu também expressou tristeza e comoção após a morte do líder do Parlamento Europeu.

"Sinto-me triste e comovido após o anúncio da morte do presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli", escreveu Charles Michel no Twitter.

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"Sentimos a falta do seu calor humano, da sua generosidade, da sua simpatia e do seu sorriso. Sinceras condolências à família e amigos", acrescentou.

O vice-presidente do Grupo do Partido Popular Europeu (Democratas-Cristãos), Paulo Rangel, afirmou esta terça-feira que a Europa perdeu um europeísta com a morte do líder do Parlamento Europeu, David Sassoli.

Numa no Twitter, Paulo Rangel disse que David Maria Sassoli, "o presidente europeísta e humanista, era um colega atento, humano".

"O homem da comunicação e da cultura, sempre pronto a fazer pontes. A Europa perdeu um europeísta, nós perdemos um amigo", escreveu Paulo Rangel.

O líder da bancada socialista do Parlamento Europeu, Carlos Zorrinho, lamentou a "triste notícia" do falecimento do presidente da assembleia europeia, David Sassoli, lembrando-o como um "líder que deixa obra feita e saudades".

"Uma notícia triste que lamentamos, de um homem que liderou o Parlamento Europeu num momento difícil e em que foi capaz de mobilizar uma resposta solidária e comprometida à pandemia, no plano sanitário, económico e social", assinala Carlos Zorrinho, numa nota enviada à agência Lusa.

Para o líder da bancada do PS na assembleia europeia, David Sassoli "é um líder que deixa obra feita e saudades a todos os que com ele privaram".

"A delegação portuguesa envia as mais sentidas condolências à família, aos amigos e à delegação italiana do Partido Democrático, que integrava", adianta Carlos Zorrinho.

A secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Ana Paula Zacarias, destacou as capacidades de negociação e de diálogo do italiano David Sassoli, presidente do Parlamento Europeu que morreu hoje aos 65 anos.

"Para nós, durante a presidência portuguesa (2021) foi uma figura fundamental. Era um homem de compromissos, um homem com muita capacidade de negociação e que na formação da conferência sobre o Futuro da Europa desempenhou um papel muito importante, trabalhando com todos os grupos parlamentares", disse à agência Lusa Ana Paula Zacarias.

A secretária de Estado dos Assuntos Europeus disse ainda que David Sassoli foi "uma pessoa de consensos e que procurava sempre possibilidades para se avançar".

"[David Sassoli] era membro do Partido Democrático italiano, foi eleito pelo Grupo Socialista e nesse sentido apoiou também a presidência portuguesa, do ponto de vista político, tendo sempre sido uma pessoa de grande diálogo", recordou.

A delegação do Bloco de Esquerda ao Parlamento Europeu já lamentou a morte do presidente da assembleia, David Sassoli, "um defensor da democracia de toda a vida", que "parte cedo demais".

"Tenho o maior respeito e admiração por David Sassoli, um homem profundamente empenhado na defesa do Parlamento e um defensor da democracia de toda a vida. Um colega gentil, simpático e dialogante. Um presidente que trabalhou arduamente para que o Parlamento mantivesse o seu papel e para que o seu funcionamento fosse democrático em tempos de pandemia", declarou a eurodeputada Marisa Matias.

Numa declaração à Lusa, Marisa Matias recordou que no último ano trabalhou, "com muito gosto, diretamente com ele", quando, a seu pedido, coordenou um grupo de reflexão para melhorar as condições do teletrabalho e do multilinguismo em tempos de pandemia.

"Sinto que lhe devemos um agradecimento sincero. Parte cedo demais", concluiu a deputada do Bloco.

"É com profunda tristeza que lamento a morte de David Sassoli. Um amigo com quem tive o privilégio de trabalhar muito proximamente nos últimos dois anos", escreveu António Costa no Twitter.

O Alto Representante da UE para a Política Externa, Josep Borrell, lamentou a partida de "um político valioso, mas, acima de tudo, um amigo".

"A morte de David Sassoli representa uma grande dor. Perdemos um político valioso, mas, acima de tudo, um amigo, um homem que dedicou a sua vida ao serviço dos outros, primeiro no jornalismo e depois nas instituições, como Presidente do Parlamento Europeu", escreveu o chefe da diplomacia europeia no Twitter.

"Descansa em paz, caro amigo", conclui o dirigente espanhol, pertencente à família dos Socialistas Europeus, tal como Sassoli.

Marcelo Rebelo de Sousa também já reagiu, na página oficial da Presidência da República, "endereçando à família e ao Parlamento Europeu as sentidas condolências".

"David Sassoli era um grande europeísta e deu um importante contributo como Presidente do Parlamento Europeu para a defesa dos valores da União Europeia, nomeadamente da democracia e da solidariedade, revelando sempre o seu caráter humanista ao longo do mandato que exerceu com elevação", pode ler-se na nota.

O chefe de Estado recordou ainda, "com saudade", os diversos encontros que tiveram - "ainda recentemente, em dezembro passado, em Estrasburgo" - as "excelentes relações institucionais e o trato sempre afável de David Sassoli".

A delegação do PCP ao Parlamento Europeu (PE) também manifestou, entretanto, o seu pesar pela morte de David Sassoli, destacando a "correção" da sua atuação enquanto presidente da assembleia, apesar de "naturais divergências em momentos importantes".

"Enquanto presidente do PE, e pesem naturais divergências em momentos importantes, David Sassoli pautou-se pela correção na relação com os vários grupos políticos, nomeadamente com o Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Verde Nórdica que os deputados do PCP no Parlamento Europeu integram", lê-se, numa declaração à Lusa.

Os deputados do PCP assinalam ainda que, "no exercício das suas funções como presidente do PE, importa mencionar a posição corajosa que teve, em nome do rigor histórico, quando a câmara a que presidia, aprovou uma ignominiosa resolução que, procedendo a uma falsificação da história, pretendia equiparar fascismo e comunismo".

"David Sassoli, nesse momento, recorrendo até à experiência histórica do seu próprio país, veio relembrar o óbvio: que não se pode equiparar a vítima ao carrasco, considerando incorreta aquela comparação e lembrando o papel dos comunistas e da URSS na libertação da Europa do nazi-fascismo", declaram.

Os deputados do PCP no Parlamento Europeu manifestam o seu pesar "à família de David Sassoli, ao seu partido e ao grupo político no PE, o S&D", o grupo dos Socialistas e Democratas.

O presidente da Assembleia da República portuguesa, Eduardo Ferro Rodrigues, também lamentou a morte de "um grande democrata e um homem profundamente empenhado no sucesso do projeto europeu".

"David Sassoli era um grande democrata e um homem profundamente empenhado no sucesso do projeto europeu, de que foi uma das figuras mais relevantes nas últimas décadas, a ele se devendo a valorização do papel do Parlamento Europeu no conjunto das instituições europeias a que assistimos nas negociações do orçamento plurianual da União Europeia", escreveu Ferro Rodrigues numa nota de pesar.

A bandeira da Assembleia da República será mantida esta terça-feira a meia haste, anunciou o presidente do parlamento português, "como homenagem ao grande cidadão, ao defensor da liberdade e da democracia".

"Fui testemunha da importância que sempre deu à necessidade de ser mantida uma estreita relação com os cidadãos, nomeadamente por via dos parlamentos nacionais, com quem manteve sempre grande proximidade - como, de resto, sucedeu durante a Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia, na sua dimensão parlamentar, envolvendo-se pessoalmente nas iniciativas da Assembleia da República", salientou Ferro Rodrigues.

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