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A infância católica do mais perigoso jiadista português

A infância católica do mais perigoso jiadista português

Nero é o jiadista português na Síria mais perigoso e mais vigiado pelos serviços secretos ocidentais. Mas o seu passado está longe de traduzir a imagem que o Mundo tem dele atualmente.

Sorriso rasgado e fácil. De ideias fixas, destacava-se de todos pela inteligência, astúcia e determinação. Mesmo quando se sentava na cama, à noite, envolto nos seus pensamentos. É assim que Nero Patrício Saraiva, atualmente com 28 anos, é recordado por quem com ele privou, na localidade onde viveu, dos 9 aos 15 anos, institucionalizado num lar infantil, católico, na região de Aveiro. Hoje combate na Síria.

Integra o Estado Islâmico. O menino dócil e afável, nascido em Angola mas de nacionalidade portuguesa, passou por Londres e pelo Dubai. Mas foi o islamismo que o fez chegar à Síria e que transformou as armas de fogo nas suas maiores amigas, de quem se orgulha. Esta é parte da história de Nero. Um jovem cujo passado não tem deixado indiferente quem com ele viveu, brincou e riu.

Na instituição que o acolheu, chamavam-lhe "o imperador", numa alusão ao imperador romano Nero. "Era uma criança normalíssima. Brincava com os outros, nunca nos deu qualquer problema, andava na escola e na catequese e ia à missa. Nada na personalidade dele demonstrava agressividade", recorda, ao JN, uma funcionária da instituição que acolheu Nero Saraiva em criança. Salta-lhe à memória a "inteligência" do adolescente. "Destacava-se. E era uma criança de ideias fixas. Naquilo em que pensava, tinha que atingir os seus objetivos", conta.

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