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A raiva da conspiracionista Marjorie Greene acabou em castigo

A raiva da conspiracionista Marjorie Greene acabou em castigo

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos puniu, na quinta-feira, a republicana Marjorie Taylor Greene, por, no passado, ter defendido teorias de conspiração e apoiado atos de violência contra congressistas, entre outras ações controversas.

A congressista eleita pela Georgia, conservadora adepta de Trump, foi expulsa de duas comissões para as quais tinha sido indicada pelo Partido Republicano, por causa de comentários polémicos feitos antes de ser eleita, em novembro passado. Onze republicanos juntaram-se aos democratas e aprovaram a moção com 230 votos favoráveis contra 199.

Ao mesmo tempo que instigava à violência contra legisladores da fação política contrária, Marjorie Taylor Greene promovia teorias de conspiração infundadas ligadas ao movimento QAnon, que vê Deus no céu e Donald Trump na Terra, como o salvador de um mundo conspurcado por corruptos e violadores. Classificado pelo FBI como uma "potencial ameaça de terrorismo doméstico", este coletivo, que foi ganhando terreno fértil durante a pandemia e que perdeu força com a eleição de Biden, baseia-se na crença de que o agora ex-presidente luta para destruir uma "cabala global" encabeçada por pedófilos admiradores de Satanás que pertencem ao governo, às empresas e aos média.

Antes da votação da moção, na quinta-feira, a republicana disse-se arrependida pelo apoio à teoria QAnon, embora não tenha pedido desculpa, atirando a responsabilidade das palavras que vociferara para terceiros: "Fui levada a acreditar em coisas que não eram verdade. Lamento isso absolutamente. Mas a comunicação social é tão culpada quanto a QAnon por promover mentiras."

11 de Setembro e tiroteios encenados

Greene chegou a apoiar e publicar uma série de outros comentários que causaram repulsa, por considerarem o 11 de Setembro e os tiroteios em escolas episódios encenados. Também defendeu que os muçulmanos não deviam trabalhar no governo, que os negros eram "escravos do Partido Democrata" e que os homens brancos eram o grupo mais reprimido no país. Sobre a democrata Hillary Clinton, adversária de Trump na corrida à Casa Branca em 2016, disse que esteve envolvida num esquema de pedofilia e mutilação infantil.

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Os comentários incendiários foram feitos nas suas redes sociais, entre 2018 e 2019, tendo acabado por ser escrutinados e criticados até pelos colegas do partido. Mas assim que ganhou as primárias, as vozes contra diminuíram e Greene derrotou o adversário democrata nas eleições. Recentemente, a heroína da ala pró-Trump - que chegou a receber um "i love you" do então presidente num comício - entrou com um processo de destituição contra Biden, acusando-o de corrupção e abuso de poder e alegando que deixara um dos filhos "sugar dinheiro dos maiores inimigos da América, a Rússia e a China".

Todo o caso levou os democratas a exigirem que Greene fosse removida das comissões que integrava, mas, diante da recusa republicana, o partido de Joe Biden, que controla a Câmara dos Representantes, levou a plenário a votação sobre a expulsão da congressista das comissões da Educação e do Trabalho.

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