Inglaterra

"A vida de Ashanti foi uma alegria": jovem com "doença de Benjamin Button" morre aos 18 anos

"A vida de Ashanti foi uma alegria": jovem com "doença de Benjamin Button" morre aos 18 anos

Ashanti Smith, de West Sussex, Inglaterra, morreu no último sábado, aos 18 anos, com a síndrome de Huntchinson-Gilford (progéria), uma doença rara de envelhecimento acelerado, comummente apelidada de "doença de Benjamin Button", que a fez envelhecer oito anos a cada ano da sua vida.

A jovem morreu semanas depois do 18.º aniversário, mas a doença deixou-a com o corpo de uma pessoa de 144 anos. A mãe, Phoebe Louise Smith, prestou homenagem a Ashanti, recordando-a como uma pessoa "brilhante e obstinada", que se recusou a permitir que a doença afetasse o seu espírito "barulhento e belo".

A adolescente morreu junto da mãe, do pai Shaine Wickens, de 33 anos, e uma amiga da família, Kayleigh Cartwright, de 25. Algumas das suas palavras finais para a mãe terão sido "tens que me deixar ir".

Ashanti, que era orgulhosamente gay e fã do grupo musical sul-coreano BTS, ainda conseguiu desfrutar do último aniversário, em maio, com uma saída à noite, podendo beber o seu cocktail favorito, "Sex on the Beach".

Segundo a imprensa britânica, a mãe partilhou alguns detalhes do funeral da filha, que espera ter quatro cavalos brancos, penas, bandeiras do Orgulho Gay e objetos dos BTS. Os amigos lançaram uma página JustGiving para angariar fundos para a "maior e mais brilhante despedida de todos os tempos", planeando uma festa para celebrar a sua vida.

"A vida de Ashanti foi uma alegria. Embora a progéria tenha afetado a sua mobilidade, não afetou mais nada", disse a mãe, Phoebe. "Ela era uma típica adolescente de 18 anos e eu adorava tudo nela. Ela era brilhante, ela era idiota. Dizia o que pensava e todos sabiam disso", recordou.

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Phoebe lembrou ainda que a doença "não afetou o coração" de Ashanti, nem a "sua força de vontade ou a maneira como se sentia sobre si mesma". Ela sentia-se linda todos os dias. Eu certificava-me disso todos os dias".

A mãe garante que, apesar do seu estado grave, Ashanti estava determinada a ser tratada como qualquer outra adolescente. "Ela falava mais alto do que eu e eu sou uma pessoa muito barulhenta. Há fotos dela a ser identificada pela primeira vez. Todas a levamos para os "pubs" [bares], eu e as meninas", relembrou Phoebe.

Doença ainda não tem cura

A progéria, também conhecida como síndrome de Hutchinson-Gilford, é uma doença genética progressiva extremamente rara que faz com que as crianças envelheçam rapidamente, começando nos primeiros dois anos de vida. O nome deriva da palavra grega que significa "prematuramente velho".

As crianças com progéria geralmente parecem normais ao nascimento. Durante o primeiro ano, começam a aparecer sinais e sintomas, como crescimento lento e queda de cabelo. Problemas cardíacos ou derrames são a causa final de morte na maioria das crianças com progéria.

A expectativa média de vida de uma criança com progéria é de cerca de 12 anos, mas algumas morrem mais cedo e outras vivem 20 anos ou mais. Não há cura para a progéria, mas pesquisas que estão a decorrer dão alguma esperança para um futuro tratamento.

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