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Acidentes aéreos onde só uma pessoa sobreviveu

Acidentes aéreos onde só uma pessoa sobreviveu

Os familiares dos passageiros do voo MH370 da Malaysia Airlines mantêm uma réstia de esperança de que o avião seja encontrado e que todos possam estar vivos. Em muitos desastres da aviação há histórias que parecem impossíveis, como a de únicos sobreviventes.

Entre os muitos acidentes aéreos ocorridos até hoje, cinco deles têm uma coisa em comum: apenas tiveram um sobrevivente. Conheça as suas histórias.

Voo 502 da LANSA (1970)

Em 1970, o voo 502 da companhia aérea LANSA, do Peru (que deixou de operar em 1972), colidiu contra as colinas à volta de San Jerónimo, naquele país. O acidente ficou-se a dever a erro da tripulação, problemas de manutenção e má distribuição da carga. Morreram 99 passageiros e membros da tripulação, além de dois agricultores da região. O único sobrevivente foi Juan Loo, co-piloto e estudante de 26 anos de idade. Apesar de ter ficado com queimaduras graves no corpo, conseguiu uma recuperação completa e atualmente reside nos EUA.

Voo 508 da LANSA (1971)

Era a véspera de Natal de 1971 e o voo 508 da LANSA seguia com destino a Pucallpa, no Peru, quando entrou numa tempestade. Um raio atingiu um dos tanques de combustível do avião e destruiu uma das asas. Juliane Koepcke, de 17 anos, que viajava ao lado da mãe, foi arrancada do assento e lançada ao ar, tendo caído na floresta tropical peruana. Voltou a si de manhã, abalada, com uma clavícula partida e vários ferimentos. Desconhecia, na ocasião, que os restantes 91 passageiros e membros da tripulação - incluindo a sua mãe - estavam todos mortos. Durante 10 dias, Juliane arrastou-se pela floresta usando um vestido curto e uma sandália branca, meia cega sem os seus óculos. Foi descoberta por trabalhadores da floresta no dia 3 de janeiro de 1972.

Voo 255 da Northwest (1987)

No dia 16 de agosto de 1987, o voo 255 da companhia aérea Northwest ficou sem os motores depois de descolar da cidade de Detroit. O avião embateu contra uma torre de eletricidade, incendiou-se, colidiu com um telhado e arrastou-se numa estrada embatendo em automóveis até acabar desfeito em fogo. O acidente ocasionou a morte de 154 pessoas que seguiam abordo, além de dois automobilistas. Uma menina de quatro anos, Cecelia Cichan, foi a única sobrevivente. Os seus pais e o irmão mais velho morreram no desastre.

Voo 626 da Yemenia (2009)

O voo 626 da Yemenia ligava a cidade francesa de Marselha a Moroni, a capital da União das Comores. No dia 30 de junho de 2009, o Airbus A310 caiu no oceano Índico, pouco antes do pouso. Morreram 152 dos 153 ocupantes do avião. Bahia Bakari, uma adolescente, não sabia nadar, nem tinha consigo o colete de salvação. Contudo, manteve-se agarrada a um dos destroços do avião durante cerca de 13 horas. Quando as equipas de salvamento encontraram-na, estava rodeada por cadáveres que flutuavam na água. Além da hipotermia, a jovem apenas apresentava alguns ferimentos, sendo o mais grave uma clavícula partida.

Voo 771 da Afriqiyah Airlines (2010)

A 12 de maio de 2010, o voo 771 da Afriqiyah Airlines explodiu ao aterrar em Tripoli, na Líbia. Ruben van Assouw, de nove anos, foi o único sobrevivente do acidente aéreo, que custou 103 vidas, entre as quais os seus pais e irmão. O rapaz, de nacionalidade alemã, teve diversos ferimentos nas pernas, tendo sido hospitalizado na Líbie a, posteriormente, na Holanda.