Saúde

Adolescentes da Nova Zelândia nunca conseguirão comprar cigarros legalmente

Adolescentes da Nova Zelândia nunca conseguirão comprar cigarros legalmente

Os adolescentes da Nova Zelândia nunca vão conseguir comprar cigarros de forma legal. O país está a planear acabar com o tabagismo com novas políticas que incluem o aumento do limite de idade legal todos os anos.

Uma lei que deverá ser promulgada no próximo ano vai fazer com que os neozelandeses nascidos depois de 2008 nunca possam comprar tabaco de forma legal em toda a sua vida. A medida faz parte de uma ampla repressão ao tabagismo anunciada pelo Ministério da Saúde da Nova Zelândia esta quinta-feira. Segundo a BBC, o objetivo passa por reduzir a taxa nacional de fumadores para 5% até 2025 e depois eliminá-la por completo.

"Queremos garantir que os jovens nunca comecem a fumar", disse Ayesha Verall, ministra da Saúde, acrescentando que fumar causa um em cada quatro cancros e é uma das principais causas de morte evitável na população da Nova Zelândia.

Atualmente, 13% dos adultos da Nova Zelândia fumam, com uma taxa muito mais alta entre a população indígena Maori, onde chega a quase um terço.

Menos locais de venda e uma idade legal em constante aumento

A partir de 2027, a idade legal para fumar - que é hoje 18 anos - sofrerá um aumento de um ano todos os anos. Isto significa que as pessoas que completam 14 anos em 2023, altura em que a lei deverá entrar em vigor, serão sempre um ano mais novas do que o limite legal. O Governo espera que a chamada "geração sem fumo" tenha menos probabilidade de sofrer cancro do pulmão ou doenças cardiovasculares.

O Governo vai também reduzir a quantidade legal de nicotina no tabaco e restringir os locais onde os maços podem ser vendidos. O plano passa por retirá-los dos supermercados e quiosques de rua e o número de lojas autorizadas a vender cigarros será drasticamente reduzido de cerca de oito mil para menos de 500.

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As novas medidas não incluem os cigarros eletrónicos, que se tornaram cada vez mais populares entre os jovens e são vistos como muito menos prejudiciais.

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