França

Advogados de Strauss-Kahn invocam imunidade diplomática para anular queixa nos EUA

Advogados de Strauss-Kahn invocam imunidade diplomática para anular queixa nos EUA

Um advogado de Dominique Strauss-Kahn solicitou, esta quarta-feira, a anulação da queixa apresentada por uma empregada de hotel, por alegada violação, argumentando que o político francês tinha imunidade diplomática na altura dos factos.

Segundo a France Presse, a queixa "deve ser rejeitada", afirmou Amit Mehta no tribunal do Estado de Nova Iorque, no início da audiência convocada para decidir se o antigo diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) gozava de imunidade.

Mehta disse que Strauss-Kahn, o qual era responsável máximo do FMI quando o escândalo foi tornado público, em 14 de maio do ano passado, tem "o mesmo tipo de imunidade diplomática do que qualquer outro diplomata e dirigente oficial de estatuto elevado".

A lei, disse, "obriga à rejeição desta queixa".

Os advogados da empregada de hotel contrapuseram que esse estatuto não se aplica nas circunstâncias em apreço.

O juiz não deve tomar uma decisão imediata.

Segundo Strauss-Kahn, de 63 anos, apenas ocorreu um encontro sexual consentido, sem violência, no Hotel Sofitel de Manhattan.

Os procuradores norte-americanos deixaram cair as acusações de crime, dizendo que o testemunho da empregada de hotel não se aguentaria num julgamento com jurados.

Porém, a queixosa, Nafissatou Diallo, está a reclamar prejuízos financeiros, não especificados, em queixa civil.

Nem Strauss-Kahn, que está a enfrentar acusações de proxenetismo em França, nem Diallo estiveram presentes no tribunal.

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG