Diplomacia

Afinal os Estados Unidos vão apoiar entrada do Brasil na OCDE

Afinal os Estados Unidos vão apoiar entrada do Brasil na OCDE

O governo norte-americano, liderado pelo presidente de Donald Trump, afirmou na quinta-feira que mantém o apoio à entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico. A tomada de posição acontece após vários media indicarem a desistência desse apoio.

"[Ao] contrário do que dizem os media, os Estados Unidos, consistente com a declaração conjunta de 10 de março do Presidente Donald Trump e do Presidente Jair Bolsonaro, apoiam totalmente o Brasil no início do processo para se tornar um membro pleno da OCDE. Saudamos os esforços contínuos do Brasil em relação a reformas económicas, melhores práticas e uma estrutura regulatória alinhada aos padrões da OCDE", escreveu o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, na rede social Twitter.

As declarações da administração norte-americana surgem horas depois da agência de notícias "Bloomberg" ter avançado que o Governo de Trump decidiu não apoiar a candidatura do Brasil para aderir à OCDE.

A decisão, segundo a "Bloomberg", foi comunicada por Mike Pompeo, numa carta enviada ao secretário-geral da OCDE, Ángel Gurría, em 28 de agosto.

Na carta obtida pela agência, Pompeo informou que Washington apoiava apenas as propostas de adesão como novos membros da Argentina e Roménia.

Washington também rejeitou um pedido de discutir mais ampliações na OCDE.

No Twitter, Pompeo afirmou ainda que a "carta tornada pública não representa com precisão a posição dos Estados Unidos em relação ao alargamento da OCDE".

"Somos apoiantes entusiastas da entrada do Brasil nesta importante instituição e os Estados Unidos farão um grande esforço para apoiar a adesão do Brasil", concluiu.

A embaixada dos Estados Unidos da América em Brasília acrescentou no seu site que o país "apoia a expansão da OCDE a um ritmo controlado, que leve em conta a necessidade de pressionar as reformas de governança e o planeamento de sucessão".