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Agência da ONU para os refugiados pede entendimento para acabar com o terror

Agência da ONU para os refugiados pede entendimento para acabar com o terror

A agência da Organização das Nações Unidas para os Refugiados e os Estados fronteiriços da Síria apelaram, esta quarta-feira, à comunidade internacional para se entender e acabar com o "ciclo de terror".

Enquanto EUA e a Rússia insistem que ambos querem uma solução política para o conflito sírio, através de negociações, os dirigentes de Moscovo têm frustrado as tentativas dos de Washington de levarem o Conselho de Segurança da ONU a aprovar ações contra o regime do presidente Bashar al-Assad.

"Apelamos com veemência à comunidade internacional para que ultrapasse as divergências e se una para acabar com a luta", disse o alto-comissário da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), o português António Guterres, ao ler uma declaração depois de se ter reunido com representantes de Líbano, Turquia, Jordânia e Iraque.

"Uma solução política para acabar este ciclo de terror é necessária com urgência. Não há uma solução humanitária para a crise síria. O que é preciso é uma solução política que acabe com a crise humanitária", adiantou Guterres.

O ex-primeiro-ministro português estava ladeado pelos ministros dos Negócios Estrangeiros da Jordânia, Nasser Judeh, Turquia, Ahmet Davutoglu, e do Iraque, Hoshyar Zebari, e pelo ministro libanês dos Assuntos Sociais, Wael Abu Faour.

Estes quatro países receberam a parte substancial dos dois milhões de sírios que fugiram do seu país natal, desde que a guerra começou em março de 2011, e estão com grandes dificuldades em lidar com a dimensão da entrada de pessoas.

Em média, todos os dias cerca de cinco mil sírios fogem do seu país, segundo estatísticas da ONU.

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Somando os dois milhões de refugiados com os 4,2 milhões que a ONU estima que estejam de deslocados internamente, cerca de um terço da população da Síria, que atingia os 20,8 milhões antes da guerra, estão desenraizados.

"O que a Turquia, o Líbano, a Jordânia e o Iraque estão a fazer é um serviço enorme em nome da comunidade internacional no seu todo", disse António Guterres, acrescentado que estes Estados estão a "pagar um preço extremamente elevado" pela sua generosidade.

"O impacto de tamanho número de refugiados nas suas economias, nas suas sociedades, o impacto de um conflito na vizinhança imediata na sua segurança nacional, é algo que tem de ser totalmente admitido pela comunidade internacional", afirmou.

Em resultado da guerra, a população do Líbano aumentou em mais de 20% e a da Jordânia em mais de 10%.

Existem 720 mil refugiados registados no Líbano, 520 mil na Jordânia, 464 mil na Turquia e 200 mil no Iraque, pelos dados do ACNUR, sem bem que se admita que os números possam ser superiores.

"Estes são os números, mas estes são seres humanos. Todos nós somos seres humanos. Isto é o grito da humanidade. Basta!", comentou Davutoglu.

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