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Covid-19

Animais e superfícies não são o principal foco de transmissão da covid-19

Animais e superfícies não são o principal foco de transmissão da covid-19

O Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos EUA concorda com o que tem defendido a Organização Mundial de Saúde (OMS) e explica que as superfícies e os animais não são o principal foco de transmissão do vírus que causa a covid-19.

Desde o início da pandemia que a OMS explica que a principal forma de transmitir o vírus que causa a doença covid-19 é o contacto direto com uma pessoa infetada, por exemplo quando alguém tosse, daí que entre todas as regras se repita à exaustão que é necessário continuar a manter o distanciamento social.

A posição é corroborada pela entidade que nos EUA controla as doenças.

"A covid-19 espalha-se principalmente através do contacto próximo de pessoa para pessoa", reiterou Kristen Nordlund, porta-voz do CDC, ao "The Wahsington Post".

A agência governamental explica no site que dedicou ao assunto que dificilmente o vírus se propaga por "contacto com objetos e superfícies" contaminadas; de "animais para pessoas"; e de "pessoas para animais".

A desinfeção dos espaços públicos tem sido uma das maiores estratégias de combate à pandemia, nomeadamente agora que começam a abrir portas, mas não é a mais eficaz.

À medida que o tempo avança, que se colecionam mais dados sobre a doença, o CDC dá como exemplo um encontro de um grupo coral que levou à infeção de 52 pessoas. A tese que persiste é que o vírus se espalha onde há ajuntamentos, quando as pessoas estão mais próximas e o vírus "viaja" através de pequenas partículas.

Ao jornal norte-americano, o virologista Vincent Munster, do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infeciosas, explicou que o contacto direto com pessoas "dá origem a uma maior probabilidade de ser infetado", mais do que receber em mãos um jornal ou uma encomenda.

No caso dos animais domésticos, como cães e gatos, o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças explica que são raros os casos em que os animais testaram positivo, o que na maioria das vezes só aconteceu quando o animal esteve em contacto próximo "com alguém infetado com covid-19" e menos ainda os que apresentaram sintomas da doença.