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AIEA avisa que bombardeamentos em Zaporíjia são "brincar com o fogo"

AIEA avisa que bombardeamentos em Zaporíjia são "brincar com o fogo"

O tão aguardado relatório da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) concluiu, precisamente, que se deveria cessar qualquer atividade militar nas imediações da central nuclear de Zaporíjia - independentemente de qual país é o malfeitor. No entanto, a discussão mantém-se envolta em acusações mútuas: a Rússia critica que a AIEA não responsabilize a Ucrânia; a Ucrânia saúda a menção de equipamento militar russo na central. Nem a agência das Nações Unidas dispõe de autoridade para atribuir culpados após uma visita condicionada pela boa vontade do exército russo.

"Estamos a brincar com o fogo, e algo de muito catastrófico pode acontecer", disse, numa conferência do Conselho de Segurança da ONU na terça-feira, o líder da expedição até à maior central nuclear da Europa, citado pelo jornal norte-americano "The New York Times". Rafael Grossi relatou que os cientistas ficaram "gravemente preocupados" com as condições encontradas, e apelou à criação de uma zona de cessar-fogo em torno de um gerador ucraniano que corre grandes riscos.

Há semanas que residentes em Zaporíjia, tanto em áreas controladas pela Ucrânia como pela Rússia, tentam fugir de um possível desastre nuclear. As estradas que ligam a zona ocupada pelas forças russas até ao território ucraniano - o trajeto feito pela equipa da AIEA para chegar à central - têm-se tornado perigosas devido a bombardeamentos. Na terça-feira, a primeira-ministra ucraniana, Iryna Vereshchuk, pediu a facilitação de corredores humanitários para estas pessoas, exigindo que ambos os exércitos cessassem os ataques. A Rússia negou.

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