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Airbus está a explorar tecnologia híbrida para o futuro dos aviões

Airbus está a explorar tecnologia híbrida para o futuro dos aviões

A Airbus admitiu, esta sexta-feira, estar a trabalhar na propulsão híbrido-elétrica como alternativa para reduzir as emissões de CO2 dos aviões. Atualmente, a indústria aeronáutica é responsável por 2% das emissões globais de dióxido de carbono.

Depois de no ano passado ter apresentado o projeto de três aviões movidos a hidrogénio, a Airbus revela agora que está, também, a explorar a tecnologia híbrido-elétrica como uma alternativa amiga do ambiente.

"O trabalho da empresa nos voos elétricos lançou as bases para o conceito futuro de aviões comerciais com emissão zero", disse a Airbus, num documento divulgado esta sexta-feira. Acrescentando que está "a explorar uma variedade de opções de tecnologia híbrido-elétrica e de hidrogénio".

Embora os especialistas digam que o hidrogénio pode alimentar aviões relativamente pequenos e impulsionar a aposta em transportes não poluentes, esta tecnologia tem problemas como a necessidade de novas infraestruturas. Ainda assim, diversas fontes da indústria asseguram que a melhor opção para a futura substituição do modelo A320, com 150 lugares, envolve a energia híbrido-elétrica.

Chamado a comentar os planos híbrido-elétricos da empresa, um porta-voz da Airbus confessou que "só uma combinação de tecnologias, incluindo hidrogénio, nos ajudará o objetivo de emissão zero".

No mesmo documento, a gigante europeia projetou mais de um milhão de toneladas de emissões de CO2 ao longo da vida de cada avião da geração atual. É a primeira vez que um fabricante de aviões liberta informações sobre emissões de carbono até ao final de vida útil das suas aeronaves. Julie Kitcher, vice-presidente executiva da Airbus para os assuntos corporativos, afirmou que esta é uma oportunidade para aumentar a transparência na indústria. "Queremos realmente demonstrar o nosso empenho em conduzir a "descarbonização" do setor", sublinhou.

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Segundo a Organização da Aviação Civil Internacional, a indústria aeronáutica representa atualmente 2% das emissões globais de CO2. O aumento previsto do tráfego aéreo de passageiros significa que pode haver um aumento da poluição nos céus, a menos que sejam tomadas medidas rapidamente.

Até agora, a Airbus promoveu o hidrogénio como a fonte de energia preferida para futuros aviões, comprometendo-se a introduzir o primeiro avião comercial movido a hidrogénio em 2035.

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